Estado considera retomada às aulas presenciais “fundamental” 

Estudos feitos pela Secretaria Estadual de Educação apontam baixos índices de aprendizagem dos alunos em razão dos reflexos da pandemia

PRUDENTE - WEVERSON NASCIMENTO

Data 17/10/2021
Horário 04:10
Foto: Governo de São Paulo
Até então, presença dos alunos nas salas de aula era facultativa às famílias
Até então, presença dos alunos nas salas de aula era facultativa às famílias

A retomada obrigatória dos estudantes às aulas presenciais para as redes estadual, municipal e privada vinculadas ao Conselho Estadual de Educação é “fundamental”, como apontado pelo governo paulista. À reportagem, o subsecretário de articulação regional, da Secretaria Estadual de Educação, Patrick Tranjan, defendeu que o retorno às aulas presenciais é essencial para todos os estudantes, uma vez que estudos feitos pela pasta apontam baixos índices de aprendizagem dos alunos em razão dos reflexos da pandemia.  O ambiente escolar, segundo Patrick, não se resume somente à aprendizagem, mas ao desenvolvimento cognitivo e à interação dos estudantes. “Essas crianças podem levar um prejuízo do ponto de vista pedagógico para toda vida, se não voltarem o mais rápido possível para o ambiente escolar. Há estudos que também apontam ‘problemas’ no quadro de saúde mental, pois as crianças se sentem mais deprimidas em casa”, enfatiza. 
O subsecretário acrescenta que o governo paulista realizou investimentos para melhorar a infraestrutura das escolas estaduais e faz um convite para que os pais e/ou responsáveis agendem visitas às escolas como uma forma de conhecer os protocolos de segurança adotados e o ritmo preparado para o retorno das aulas presenciais. “A gente pode discutir sobre ajustes e melhores condições para o ensino, mas a retomada obrigatória dos estudantes é fundamental sob qualquer prisma da educação”, reforça. 

Retorno às aulas

Conforme anúncio do Estado, para garantir a segurança e a ampliação do retorno às aulas presenciais, todos os protocolos sanitários, como o distanciamento de 1 metro entre as pessoas e uso obrigatório de máscara e álcool em gel ainda serão mantidos até o final de outubro, assim como o esquema de revezamento planejado por cada escola, de acordo com a capacidade física.
A partir de 3 de novembro, novas mudanças passarão a ser implementadas, como a não obrigatoriedade do distanciamento de 1 metro e, por consequência, a descontinuidade do revezamento entre os alunos nas aulas presenciais, ampliando o acesso e a frequência dos estudantes da educação básica à unidade escolar para 100% dos estudantes presentes simultaneamente.
“A imunização de 97% dos profissionais da educação, com esquema vacinal completo, garante maior segurança para a retomada por completo das aulas. Além disso, 90% dos adolescentes de 12 a 17 anos já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19”, aponta o governo estadual.

Linha do tempo

Em 8 de setembro de 2020, foi feita a abertura das escolas para atividades presenciais e, no dia 3 de novembro, foram autorizadas aulas regulares para ensino médio e EJA (Educação para Jovens e Adultos).
Em janeiro de 2021, a recuperação aconteceu de forma presencial e facultativa e, em 8 de fevereiro, ocorreu a abertura das escolas para o ano letivo de 2021.
Em março, durante a fase emergencial do Plano São Paulo, as escolas abriram só para os estudantes mais vulneráveis, de acordo com o CadÚnico. No mês seguinte, em 14 de abril, já na fase vermelha do Plano SP, a presença permitida era de até 35% dos alunos. Em julho, também houve recuperação presencial.
No último dia 2 de agosto, foi dado início ao segundo semestre letivo presencial e, agora em outubro, é anunciado o retorno total dos estudantes, com presença obrigatória em sala de aula, que antecede o último avanço nessa escalada para a retomada das atividades presenciais na educação: o retorno, sem revezamento, de todos os estudantes.

Exceção à obrigatoriedade
- Jovens pertencentes ao grupo de risco, com mais de 12 anos, que não tenham completado seu ciclo vacinal contra Covid-19;
- Jovens gestantes e puérperas;
- Crianças menores de 12 anos pertencentes ao grupo de risco para Covid-19, para as quais não há vacina contra o coronavírus aprovada no país;
- Estudantes com condição de saúde de maior fragilidade à Covid-19, mesmo com o ciclo vacinal completo, comprovada com prescrição médica para permanecer em atividades remotas.
Fonte: Governo do Estado

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