A pergunta que abriu a semana de formação foi direta e necessária: “Quem cuida de quem cuida?”. A partir dela, a neuropsicóloga e neuropsicopedagoga, Patrícia Bongiovani, conduziu reflexões profundas com catequistas da Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja, durante a semana de formação promovida pela Pastoral da Família.
Convidada para falar sobre o acolhimento de crianças atípicas — aquelas com TEA, TDAH e Trissomia do 21 (síndrome de Down) —, Patrícia destacou que a inclusão não começa com técnicas, mas com postura.
“Antes de pensar em como catequizar, precisamos aprender a acolher a criança e a família como elas são, sem rótulos e sem julgamentos”, afirmou.
FORMAR CATEQUISTAS É FORMAR CUIDADORES
Durante os encontros, a neuropsicóloga e neuropsicopedagoga apresentou situações práticas do cotidiano da catequese, trazendo orientações simples, porém transformadoras: organização do ambiente, manejo de comportamentos, comunicação com as famílias e, sobretudo, empatia.
“Muitas vezes o catequista quer ajudar, mas não sabe como. A informação traz segurança, e a segurança gera acolhimento”, explicou.
Segundo Patrícia, crianças neurodivergentes não precisam de um espaço separado, mas de adultos preparados para compreender seus tempos, limites e potencialidades.
O OLHAR PARA QUEM ESTÁ POR TRÁS DA CRIANÇA
Outro ponto central da fala foi o cuidado com as famílias, especialmente com as mães. “Quando uma criança atípica chega à catequese, ela não vem sozinha. Ela traz uma mãe cansada, um cuidador exausto, uma família que já enfrentou muitos desafios”, ressaltou.
É justamente desse olhar que nasceu o Projeto Maria, iniciativa coordenada por Patrícia e voltada ao acolhimento e orientação de mães de crianças atípicas.
“Se a gente cuida só da criança e ignora quem está cuidando dela, o processo não se sustenta”, afirmou.
PROJETO MARIA: INFORMAÇÃO QUE ACOLHE
O Projeto Maria funciona de forma contínua, com encontros semanais todas as quintas-feiras, às 18h, na Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja. O espaço é aberto não apenas a mães, mas também a avós, cuidadores, professores e familiares, inclusive de outras paróquias e religiões.
“É um espaço de escuta e orientação. As pessoas chegam com problemas reais do dia a dia, e nós conversamos, orientamos e acolhemos”, explicou Patrícia.
UMA PROPOSTA QUE ULTRAPASSA OS MUROS DA IGREJA
Patrícia Bongiovani reforçou que o projeto não pertence apenas à paróquia. “O Projeto Maria é sobre pessoas. Estamos à disposição de outras paróquias e comunidades que queiram aprender a acolher melhor as famílias atípicas”, disse.
Para ela, iniciativas como essa ajudam a mudar mentalidades. “A inclusão não é um favor. É um direito. E quando a comunidade aprende isso, todo mundo cresce”.
CATEQUESE QUE EDUCA PARA A VIDA
Ao final da formação, a mensagem deixada foi clara: catequese inclusiva é catequese viva. Preparar catequistas para lidar com a diversidade é preparar a Igreja para o presente — e não para um futuro distante.
“Quando a gente inclui uma criança atípica, a gente educa toda a comunidade para o amor, para a paciência e para o respeito”, concluiu Patrícia Bongiovani.
Projeto Maria – Informação e acolhimento às mães atípicas
Encontros: Quintas-feiras, às 18h
Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja
Instagram: @projetomariapp
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