“Não vou medir esforços para colocar o Azulão num patamar maior no futebol”

Marcelo Henrique Dias, técnico do Osvaldo Cruz, Azulão

Esportes - OSLAINE SILVA

Data 21/08/2021
Horário 06:08
Foto: Pedro Afonso / Comunicação Osvaldo Cruz

Essa é a fala do treinador Marcelo Henrique Dias, comandante do Osvaldo Cruz, o Azulão, que estreia em casa, no Campeonato Paulista da Segunda Divisão, a Segundona, amanhã, contra o XV de Jaú, às 10h, no Estádio Municipal Breno Ribeiro do Val. O qualificado que, ao perceber que tinha tato para a profissão, se dedicou a fazer cursos, inclusive na Europa, como da UEFA (União das Federações Europeias de Futebol). Como ex-atleta, fez grande parte da sua carreira em Portugal. 

Quais as expectativas para a estreia no domingo?
As melhores possíveis, com uma vitória, por conta do que os atletas vêm apresentando nessa pré-temporada que nós fizemos.

Sobre a equipe adversária, o que tem a dizer?
O XV de Jaú é uma equipe tradicional do interior de São Paulo. Eles vêm treinando há um bom tempo, há pelo menos um ou dois meses à nossa frente em questão de preparação. E as informações que a gente tem são de que eles formaram um time bastante competitivo e investiram para subir. Então vai ser um jogo difícil por ser uma estreia e também pela qualidade do adversário. Mas estamos confiantes para fazer um bom jogo.

Como é poder estar em campo mesmo sem a torcida? 
Isso é uma tristeza porque estamos habituados a jogar com o calor do torcedor nos empurrando e já estamos aí por conta da pandemia há mais de um ano e meio neste cenário. É uma coisa que nos deixa triste, mas são situações, protocolos que temos que seguir. Claro que sentimos falta até pelo fato do torcedor do Azulão ser um apaixonado e a gente queria sentir a presença, o calor deles na arquibancada nos empurrando. Mas esperamos que a gente fazendo uma boa campanha, alcançando nossos objetivos e as coisas se normalizando, o ano que vem possamos ter a presença do nosso torcedor.

O que o esporte representa?
No meu modo de ver, o esporte é um fator que influencia a população de uma forma geral. Enfim, todo mundo acompanha, principalmente futebol. Criança, adulto. Quem nunca sonhou em ser um jogador de futebol? Esporte é vida porque acaba tirando muitas crianças do caminho errado e isso é um fator relevante. Temos a real noção de que somos pessoas públicas e podemos influenciar de forma positiva, principalmente as crianças. 

Fale-me um pouco mais de você, técnico. Sua trajetória...
Eu como técnico já estou indo para o meu 10º ano como treinador, sou um ex-atleta que fiz grande parte da minha carreira em Portugal e logo quando percebi que tinha esse tato para ser treinador, me dediquei a fazer alguns cursos na Europa, como da UEFA [União das Federações Europeias de Futebol], o que me qualificou bastante para exercer minha função aqui. Quando eu jogava, tinha facilidade para jogar ali no corredor esquerdo em qualquer posição, de lateral, de volante, de meia, tinha facilidade por ser um jogador versátil e bater bem na bola. Conquistei alguns títulos na carreira. Antes de ir pra Portugal, estive na Ponte Preta, tivemos um acesso lá em 97 da série B para a série A, então foi um fator que me marcou. E na minha curta carreira como treinador, já tive dois acessos com título recente lá em Goiás e é isso que quero fazer com o Azulão. Não vou medir esforços pra colocar o Azulão num patamar maior no futebol paulista, que é um clube muito organizado e merece isso.


 

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