"Os brutos também amam"

DignaIdade

COLUNA - DignaIdade

Data 20/04/2021
Horário 06:30

“Os Brutos Também Amam” (Shane) é considerado por muitos como o melhor filme do gênero western de todos os tempos. Filmado em bela fotografia colorida em 1953 pelo diretor George Stevens, tem uma trama simples: o pistoleiro aposentado Shane (Alan Ladd) chega a uma pequena cidade localizada em um vale do Wyoming e acaba se aproximando de uma família composta pelo casal (Jean Arthur e Van Heflin) e um garoto pequeno (Brandon de Wilde). Ele tenta deixar para trás seu passado de armas e violência, mas acaba envolvido no meio de uma guerra por território que o força a reviver seu passado em um mundo movido a balas. O receio do calado pistoleiro era justamente trazer a violência para o seio daquela família que o abrigou, e para o pequeno Joey que o admirava como um ídolo perfeito. O galã Alan Ladd acostumado a interpretar mocinhos e detetives em filmes policiais tem o seu melhor papel como o protagonista e Jean Arthur, retornava ao cinema para um belíssimo último papel, diferente das comédias que interpretou nas décadas anteriores. O filme traz uma cultuada cena de duelo entre Ladd e Jack Palance. Clássico absoluto.  
 

“Redução da procura de atendimentos em saúde”

A pandemia da Covid-19 dizimou milhares de vidas ao longo do último ano, principalmente de idosos, e ainda continua com mortalidade elevada. Além da perda de vidas para esta doença infecciosa, observou-se que houve um aumento geral da mortalidade por outras doenças durante o mesmo período. Tal fato pode ser reflexo de diversos motivos, dentre eles o estresse gerado pelo confinamento, pela vivência das perdas e dificuldades econômicas, como também pela maior destinação de verbas em saúde para a pandemia com redução da atenção básica para as outras condições patológicas. No entanto, um grande fator gerador de mortalidade geral ao longo do ano tem sido a baixa procura dos serviços de saúde para o acompanhamento e tratamento de outros quadros clínicos. Muitas pessoas têm evitado procurar os serviços de saúde sobrecarregados, adiando a procura ao médico, por receio de se expor aos ambientes superlotados das unidades de saúde. Esta demora na procura tem gerado atendimentos de condições mais graves de outros problemas, como os eventos cardiovasculares (infartos e acidentes vasculares encefálicos) e outras infecções (confusões com os quadros clínicos de Covid adiam a introdução de tratamentos específicos para outras infecções). Além disso, pacientes com doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial suspenderam ou adiaram seus retornos e acompanhamentos esperando a pandemia passar e, com isso, tiveram suas doenças de base descontroladas ou mal conduzidas. O receio do contágio ou a crença em que suas condições gerais estão razoáveis deixaram a detecção precoce e a correção de fatores em um temido segundo plano. Houve redução do número de vagas ofertadas para consultas gerais para que não ocorressem aglomerações excessivas nas unidades, com consultas suspensas e adiamento de retornos. Muitos pacientes não foram renovar suas receitas e a maioria das doenças não entrou em quarentena. É preciso que voltemos a cuidar da saúde global. 

Dica da Semana

CD – Música 

Agnaldo Timóteo – “Consagração Popular”:
CD da Gravadora Sony. Só Sucessos. 14 músicas do repertório do cantor Agnaldo Timóteo recentemente falecido pela Covid-19 que marcou história da música brasileira com seu potente vozeirão. Dentre as músicas selecionadas: “Os Verdes Campos da Minha Terra”, “Ave Maria” e “Hino ao Amor”. 

 

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