O último domingo não foi apenas mais um dia de descanso para dois trabalhadores da nossa região. Para Carlos Roberto Bronholo, mecânico de manutenção em Valparaíso, e Silvio Itamar Nakamura Thomaz, vendedor em Dracena, o sorteio do CiaCap provou que a sorte não apenas existe, mas tem o hábito de recompensar quem acredita e ajuda o próximo. Ao dividirem o prêmio principal de R$ 250 mil, cada um levou para casa R$ 125 mil, além de uma bagagem cheia de histórias para contar.
O "SINAL" DE R$ 16: A INTUIÇÃO DE SILVIO
Para Silvio Itamar, de Dracena, a sorte já é uma velha conhecida, mas desta vez ela veio com um roteiro de cinema. Esta é a segunda vez que ele é contemplado — a primeira lhe rendeu R$ 7 mil, mas o prêmio de agora, de seis dígitos, teve um sabor especial.
Tudo começou em uma manhã de segunda-feira, na Padaria Visconde, onde Silvio comprou duas cartelas e as esqueceu no armário. No sábado, ao guardar a carteira, os bilhetes "reapareceram". Movido por um pressentimento, ele abriu o aplicativo do banco para tentar comprar mais um.
"Tinha R$ 16,35 na conta. Não dava para comprar duas, então escolhi uma. Vi a cartela com final 69, o ano em que nasci. Falei: ‘Vou comprar essa’", recorda Silvio, emocionado.
O vendedor, que completa 40 anos de profissão em uma madeireira local em março, já sabe o destino do dinheiro: uma viagem com a família para celebrar e, em um gesto de pura generosidade, a doação de cestas básicas para famílias carentes de sua cidade. "O segredo é estar atento aos sinais. Quando a sorte bater, você tem que abrir a porta", ensina.
GRATIDÃO QUE SE TRANSFORMA EM PRÊMIO: A EMOÇÃO DE CARLOS
Em Valparaíso, a história de Carlos Roberto Bronholo é marcada pela fidelidade. Doador assíduo do CiaCap há anos, ele vê no título de capitalização muito mais do que um sorteio: é uma forma de retribuir ao Hospital de Esperança, instituição que cuidou de sua cunhada com excelência e gratuidade em um momento difícil.
Carlos recebeu a notícia de que estava rico enquanto fazia compras no mercado. "No momento, a gente fica assim: ‘É mentira, é verdade?’. Mas era realidade", conta o mecânico, que costumava comprar pelo aplicativo com ajuda do sobrinho, mas desta vez decidiu parar no Bar do Luiz para adquirir a cartela física.
Para ele, o prêmio representa segurança para a esposa e os filhos. Com o pé no chão, ele planeja deixar o valor rendendo para garantir o futuro. "Participe, arrisque, porque é verdadeiro. Eu sempre ajudei o hospital e hoje fui agraciado", afirma o ganhador.
SOLIDARIEDADE EM PRIMEIRO LUGAR
Além de mudar a vida de Silvio e Carlos, o sorteio reforça a importância do Hospital de Esperança para a região. Cada título adquirido ajuda a manter o atendimento oncológico de referência, transformando a esperança de cura em realidade para centenas de famílias.
Como bem disse Silvio: se você ainda não foi contemplado, tenha fé. A sua hora — e a chance de ajudar quem mais precisa — pode estar no próximo domingo.
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