Agda Santos faz balanço positivo de 2025 no atletismo máster

Atleta, que compete na categoria F55, segue quebrando limites, enfrentando desafios e mostrando que o corpo e a mente podem continuar evoluindo com disciplina e paixão

Esportes - Cassia Motta

Data 04/01/2026
Horário 07:02
Foto: Cedida
No salto em altura, Agda foi campeã no estadual de Santa Catarina
No salto em altura, Agda foi campeã no estadual de Santa Catarina

Agda Santos, 59 anos, que compete na categoria F55 (55 a 59 anos), é destaque no atletismo master de Presidente Prudente, sempre seguindo com determinação, superação de desafios e a busca pela sua melhor versão. O ano de 2025 mostrou isso. “Considero esse ano de 2025, um dos melhores na mina vida no atletismo master. Eu vim num crescente nos campeonatos estaduais, superando meu tempo nas provas de velocidade - 100m (14.46) e 200m (30.76) e mantendo minha marca no salto em altura (1.25), e não perdi a viagem [rs]. Todas as provas no Brasil, esse ano, consegui pódio, onde em cinco campeonatos participei de 16 provas e foram 13 ouros e 3 pratas. Já no Sul-Americano, fui bronze no salto em altura e sétima colocada nos 100m”.

Competições 2026
Para este ano, Agda conta que vem novos desafios pela frente. Em abril tem o Campeonato Norte Nordeste, depois os Estaduais do Rio de Janeiro e São Paulo, Troféu Brasil em Santa Catarina e a Taça Brasil em Bragança Paulista. “Esses campeonatos já estão no meu projeto para 2026. Tem também o Mundial em Daegu, na Coréia do Sul, esse vai depender dos apoios que preciso para participar. Desde já estou cumprindo minha planilha de treinos juntamente com meu técnico Inaldo Sena para superar aí todas as expectativas no ano de 2026”.

Cuidados
Atleta da Fundacte/Semepp, Agda segue quebrando limites, encarando desafios pessoais e mostrando que corpo e mente podem continuar evoluindo com disciplina, treino e paixão. Após dez dias de descanso, a atleta já retomou parcialmente a rotina de treinos. “Minha atenção maior está na recuperação muscular em geral e um trabalho intenso de fisioterapia para a reabilitação da minha lombar, que desenvolveu uma ciatalgia (dor ciática), devido a muito estresse e impacto, o que comprometeu minha participação nos 200m no Campeonato Sul-Americano no Chile”.
Ela ressalta que tem grande preocupação com o cuidado físico. “Esse cuidado é necessário para não interromper os treinos, e isso inclui desde alimentação/suplementação, descanso, fisioterapia e principalmente respeitar os limites”.
No atletismo master, a competição é intensa, mas acima de tudo, é consigo mesmo. “A maior superação no master está em minimizar as mudanças naturais do tempo no nosso físico. Nosso maior adversário somos nós mesmos e como vamos envelhecer. Estou com 59 anos e quando consigo baixar meu tempo nas provas de velocidade ou subir o sarrafo no salto em altura igualando marcas que fiz anos atrás, isso sim é vitória”.

Paixão pelo esporte
Agda conta que sempre foi muito envolvida com o esporte. Começou praticando handebol na escola aos 13 anos de idade. “Como eu era muito rápida, meu professor me convidou a participar do atletismo e foi aí que me apaixonei”.
Quando saiu de Cascavel e foi morar em Prudente, Agda começou a participar de regionais, jogos abertos e alguns campeonatos pelo Brasil. “Parei por um tempo, por conta do trabalho (ela é fisioterapeuta), maternidade, mas sempre me mantive ativa. Aos 43 anos, o Inaldo Sena - meu professor de academia na época, me inscreveu em um campeonato brasileiro, onde eu consegui um 3º lugar nos 200m. Aí, o amor pelo esporte voltou com tudo, e aqui estou firme e forte [rs] e quero correr enquanto minhas pernas aguentarem”.

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