Caged: Prudente fecha 2025 com 2.236 novos trabalhadores; destaque fica para setor de serviços

Embora dezembro tenha registrado resultado negativo, balanço anual divulgado apontou outro cenário, diante de 36.366 contratações e 34.130 demissões

PRUDENTE - MELLINA DOMINATO

Data 04/02/2026
Horário 04:05
Foto: Freepik
Sebrae: cidade tem predominância de atividades voltadas ao atendimento à população
Sebrae: cidade tem predominância de atividades voltadas ao atendimento à população

Dezembro foi mês de desempenho negativo no mercado de trabalho, em Presidente Prudente. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, revelam saldo de menos 753 carteiras assinadas, no período, diante de 2.099 admissões e 2.762 desligamentos. Em análise aos números de todo o ano de 2025, no entanto, o cenário é outro. Foram 2.236 novos funcionários inseridos em postos da cidade, resultado de 36.366 contratações e 34.130 demissões.

No ano passado, o setor de serviços acumulou a maior parte dos novos colaboradores: 2.038 do total, saldo entre 17.287 admitidos e 15.249 demitidos. Na sequência vem o comércio, com 323 vagas preenchidas – 10.785 contratados e 10.462 desligados. A agropecuária foi a terceira atividade com resultado positivo, este de 236 trabalhadores – 836 admissões e 600 desligamentos.

No balanço de 2025, no entanto, a indústria fechou no vermelho, com menos 210 funcionários: foram 5.150 contratações e 5.360 demissões. O mesmo ocorreu com a construção: 2.308 admitidos e 2.459 demitidos – saldo negativo de 151 colaboradores. 

Característica local

Gerente regional do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), José Carlos Cavalcante explica que o saldo positivo de empregos registrado em 2025 no setor de serviços evidencia uma característica marcante da economia local: a predominância de atividades voltadas ao atendimento à população, com destaque para a saúde, a educação e os serviços sociais.  

“O resultado de 2025, como um todo, também acompanha o movimento geral da economia. Foi um ano com taxa de desemprego relativamente baixa e, consequentemente, com um bom nível de pessoas ocupadas”, ressalta. Ele ainda aponta que, além disso, a queda relativa da inflação em comparação a 2024, o aumento real do salário-mínimo e transferências diversas de renda contribuíram para o crescimento da massa salarial. “Com mais renda circulando, houve aumento da demanda no mercado interno, beneficiando especialmente os setores que atendem esses consumidores, como é o caso dos serviços”, prossegue.

Segundo Cavalcante, para 2026, a expectativa é de continuidade dessa movimentação no setor, especialmente nas atividades ligadas ao atendimento à população, que costumam reagir de forma mais ágil às necessidades locais e ao crescimento do pequeno negócio. Esse cenário, no entanto, também depende das condições do mercado, como níveis de consumo, taxas de juros, inflação e do contexto econômico geral, que influenciam diretamente na geração de empregos.

“Diante desse cenário, o Sebrae-SP permanece à disposição dos pequenos negócios, oferecendo orientações, consultorias e soluções para empreendedores de todos os setores da economia, como comércio, serviços, indústria e agronegócio, apoiando a gestão e o desenvolvimento dessas empresas que contribuem diretamente para a geração de empregos e o fortalecimento da economia local”, garante o gerente regional.

Desaceleração

No que diz respeito à indústria, que fechou 2025 com recuo no número de trabalhadores, o diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Itamar Alves de Oliveira Junior, indica que duas situações contribuíram para o cenário catalogado. 

“A primeira é que, após a pandemia, as indústrias fizeram investimentos em novos equipamentos e também no aumento da eficiência, já que ela vinha com problema de mão de obra especializada. Por outro lado, os números do Caged mostram o que era previsto”, esclarece. “Quem sofre primeiro no movimento de desaceleração é a indústria e a construção civil. Quem sofre por último é o setor de serviços. E os números mostram exatamente isso”, salienta Itamar.

“Eu acho que durante o ano de 2026 vai haver uma desaceleração e a tendência do mercado é permanecer como está ou até diminuir. Ou melhor, é mais provável que ainda continue diminuindo um pouco, infelizmente. Mas, tudo é futurologia. Vamos trabalhar para ver se a gente, ao final, ainda consegue um bom ano”, finaliza o diretor regional do Ciesp.

Reprodução/Caged


Caged expõe números de empregados em serviços, comércio, agropecuária, indústria e construção 

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Cavalcante: para 2026, expectativa é de continuidade dessa movimentação no setor de serviços

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Diretor regional do Ciesp explica que duas situações contribuíram para resultado de 2025

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