Covid-19: todo cuidado é pouco

EDITORIAL - DA REDAÇÃO

Data 15/03/2020
Horário 04:13

Já há alguns anos uma doença não era capaz de prender a atenção de todos os países, e de todos os continentes, como o Covid-19 tem feito. A preocupação com a pandemia do coronavírus, que se propagou de forma alarmante, geograficamente falando, já fez com que inúmeros voos fossem cancelados, a entrada de europeus fosse restrita nos Estados Unidos, por pelo menos 30 dias, e promoveu quarentena na Itália, país que tem se destacado pela quantidade de mortes e casos confirmados. A realidade preocupante, não tão distante da região oeste do Estado de São Paulo, inclusive, já tem reflexos nos serviços prestados à população.

Um exemplo disso é a matéria divulgada na edição de ontem de O Imparcial, que retratava uma decisão da Diocese de Presidente Prudente de suspender a visita a idosos e doentes. O trabalho, que é realizado frequentemente pela Pastoral da Saúde Diocesana, poderá afetar aproximadamente 1 mil pacientes nos hospitais da região. Conforme noticiado ontem, a medida foi impulsionada com o intuito de promover a prevenção contra o coronavírus, que avança cada vez mais no mundo e no país. A recomendação diocesana atinge também o trabalho feito com idosos, em casas de repousos, que não necessariamente possuem alguma doença, e deve durar até a Páscoa, 12 de abril.

Além desta, outros órgãos, administrações e entidades buscam se adequar a esta realidade que tanto assusta a população, principalmente a população idosa. A Prefeitura de Presidente Prudente, por exemplo, reuniu agentes da VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal) na manhã de ontem na tentativa de finalizar o organograma que norteará as ações para os departamentos municipais para os próximos dias, ou meses. O anúncio do que será realizado está previsto para sair apenas amanhã.

O cuidado, no entanto, não deve partir apenas de órgãos ou entidades públicas e privadas, como tem feito a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, ao restringir os atendimentos presenciais apenas aos casos urgentes. Isso porque, a própria população pode e deve estar atenta aos cuidados de higiene, que incluem: a lavagem constante das mãos com água e sabão, o uso de álcool em gel, evitar, se possível, viagens para locais com casos confirmados, como a capital ou o exterior, e evitar, principalmente, estar diante de aglomerações. Até porque, quando se trata de saúde pública, muito mais do que olhar para si, é preciso olhar para o próximo.

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