Dengue e coronavírus têm caminhos cruzados

EDITORIAL -

Data 30/12/2020
Horário 04:15

A Prefeitura de Presidente Prudente atualizou o número de casos de dengue na cidade. Conforme balanço divulgado por O Imparcial, o município contabiliza 4.807 confirmações da doença causada pelo Aedes aegypti. Agora, 188 notificações seguem em investigação, ou seja, estão aguardando resultados ou precisam ser concluídas, faltando coleta da sorologia ou finalização da ficha do paciente.
A quantidade de registros neste ano é bem inferior ao total de diagnósticos pelo novo coronavírus, cujos infectados já ultrapassam 9 mil em Prudente. Entretanto, o que se percebe é que, no seu modo “silencioso”, a dengue continua fazendo incessantemente novos casos todos os dias – realidade que poderia ser amenizada se a população se conscientizasse de forma coletiva sobre a importância de manter quintais, terrenos baldios, áreas verdes e fundos de vale devidamente limpos e conservados.
O que se verifica também é que, quando se trata da Covid-19, existe um vislumbre cada vez mais próximo do programa de imunização contra a doença, coordenado pelas autoridades de saúde, de modo que, brevemente, haverá uma alternativa eficaz para proteger os cidadãos contra o coronavírus. Ao passo que, quando se trata da dengue, não há uma vacina que garante a todos a possibilidade de não desenvolver a doença.
O que nos leva a concluir que, enquanto há a esperança de reduzir o contágio da Covid-19, é bem provável que a dengue permaneça por muito tempo como uma endemia, fazendo mais e mais casos todos os anos. Para coibir este cenário, a ajuda de toda a população é necessária, o que se dá a partir da eliminação dos criadouros do Aedes, especialmente com o início do verão, período em que há a maior incidência da combinação de chuvas constantes e calor intenso, tão favorável à proliferação do mosquito. Afinal de contas, enquanto não houver educação ambiental por parte de todos, a dengue continuará sendo um problema de saúde crônico.
Nesse cenário de susto e temor causados pela pandemia, é providencial que a população não restrinja os cuidados de higiene apenas às mãos: a limpeza de todo o espaço que nos cerca e onde coabitamos é necessária para que a saúde e o bem-estar sejam garantidos de forma integral.

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