Dia da África: 25 de maio

António Montenegro Fiúza

«África
És a fonte de tudo
És o início do mundo
Com várias vidas
Histórias marcadas no tempo
Animais de todas as espécies
Frutas com diferentes sabores
Montes e vales
Rios e mares
Mãe de diferentes ritmos
De danças e mitos
Cheia de herança
Rainha da esperança (…)»
África, Anilton Levy, poeta cabo-verdiano

Bela, sumptuosa e cálida, entre o Oceano Índico e o Atlântico, a Rainha da Esperança impõe-se, soberana e plena. Estendendo-se por 30.370.000 km², Mama África é celebrada, no dia 25 de maio e os seus 54 países congratulam-se, anualmente, nas vitórias alcançadas, no futuro que se constrói a cada passo.
Das florestas tropicais, aos desertos; das savanas às montanhas, passando pelos espaços de clima mediterrâneo; de rios caudalosos e de tesouros subterrâneos, esta é a África que se pretende celebrar. Rica, de recursos materiais e humanos; abastada no seu passado e no seu futuro, este continente, berço da humanidade, saúda-nos longanimamente.
Fala-se das lutas e dos desafios, dos medos e dos temores, mas reforçam-se a esperança, a determinação, a perseverança e a força; com os pés fincados nas glórias passadas, avança-se, destemidamente, rumo ao porvir; de mãos dadas e resolutamente, constrói-se o futuro.
Entre várias línguas e idiomas, neste mosaico humano de incrível e indescritível beleza e multiplicidade, encontramos os países africanos  lusófonos, cinco países irmãos: de língua e de sangue; envoltos nesta pluralidade cultural e nela colaborando. E celebrando todo o continente, homenageamos a África lusófona:
Angola, maior e mais populoso de todos, rica em petróleo, ouro e diamantes, terra do tauraco-de-crista-vermelha, dos leões e das zebras. País de variedade geográfica, fecunda e próspera, terra de música e de sonho, com uma nova e clara visão do futuro, sobre o qual trabalha diariamente.
O arquipélago de Cabo Verde, exemplar pela democracia e pela estabilidade política; terra do dragoeiro, da cagarra e da tartaruga verde; pouco abençoada em recursos naturais e hídricos, mas dotada de uma beleza ímpar e de gentes prudentes.
A Guiné – Bissau, onde habitam os patos-de-crista e os babuínos, nação de régulos e de um povo persistente, que se mune da fé e da esperança, se arma de ferramentas e equipamentos para construir um país melhor.
Moçambique, o único país lusófono africano voltado para o Oceano Índico, de onde mana a riqueza cultural, de um povo de origens heterogéneas.
E as pequenas ilhas São Tomé e Príncipe, cujas dimensões não fazem jus à proporções magníficas da sua nação.
Este é o continente que se pretende celebrar: a África do futuro! 

 

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