Dia Duro

Sandro Villar

O Espadachim, um cronista que avisa: o bom senso recomenda realizar o censo

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 06/05/2021
Horário 05:30

Foi uma terça-feira angustiante a que vivemos anteontem. Às vezes, dá a impressão de que a humanidade está no bico do corvo. Ou pela bola sete. É tragédia em cima de tragédia. 
Não bastasse tudo isso os loucos dominam o país. Insensatez total. Não sei onde vamos parar. Alguém aí sabe? Logo cedo foi divulgado o desabamento de um viaduto na cidade do México, com saldo de 24 mortos e mais de 70 feridos, números que podem aumentar. O viaduto não suportou o peso de dois vagões do metrô.
Logo depois ficamos sabendo do massacre em uma creche na cidade de Saudades, que fica no oeste de Santa Catarina. Fato de cortar o coração. Loucura total. 
Armado com uma espada, um rapaz de 18 anos invadiu a creche e matou cinco pessoas. As vítimas são uma professora, uma funcionária, por sinal muito bonita, e três bebês. Sim, bebês, pois tinham menos de dois anos de idade.
E não parou por aí. No meio da noite foi divulgada a notícia da morte do ator e comediante Paulo Gustavo, vítima da Covid-19 contra a qual lutava desde março. O massacre em Santa Catarina e a morte de Paulo Gustavo causaram comoção.
Tudo isso é muito triste. Paulo Gustavo tinha apenas 42 anos e notabilizou-se por seus três filmes "Minha Mãe é Uma Peça", interpretando uma personagem inspirada em sua mãe. 
Risos garantidos nos três filmes. Ele também atuou na tevê e no teatro. Tinha uma voz cristalina, ótima dicção, facilitando o entendimento de quem o ouvia, no caso, o público. 
A meu ver, Paulo Gustavo e Gregório Duvivier deram uma sacudida no humor brasileiro nos últimos anos. Evidente que também surgiram outros ótimos humoristas.
Paulo Gustavo fazia caridade. Ele doou R$ 1,5 milhão para a construção de um centro de tratamento de câncer, segundo contou o padre Júlio Lancellotti, prelado que o papa Francisco chama de "enviado de Deus". O papa tem razão. Afinal, o religioso cuida dos pobres nas ruas de São Paulo e, por isso, alguns cretinos o tacham de comunista. Comunista é a mãe.
Como disse na primeira linha do primeiro parágrafo, foi uma terça-feira angustiante. Quem melhor definiu esse dia foi o jornalista Felipe Vieira, apresentador do "Jornal da Noite" na Band. "Dia duro", resumiu ele. Tem razão, dia duro de tempos sombrios e difíceis.

DROPS

Era só o que faltava no Brasil: inventaram a pesquisa Pinóquio de intenção de voto para presidente.

26 bilhões de ovos em 2021. Coitadas das galinhas de granja: elas terão de usar Hipoglós para aguentar tantas "saídas".

Livro-bomba nem sempre tem a bomba que o leitor espera.

Estamos todos no mesmo Sputnik? Só sei que a vacina V está.
 

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