Educadores infantis reivindicam docência com paralisação

Aproximadamente 150 servidores municipais de Prudente estarão concentrados em frente à Prefeitura, a partir das 8h30, de onde afirmam só sair após serem atendidos

PRUDENTE - DA REDAÇÃO

Data 01/07/2022
Horário 06:55
Foto: Arquivo
Educadores infantis, em um dos protestos realizados, para que Prefeitura reconheça atribuições da categoria como docência
Educadores infantis, em um dos protestos realizados, para que Prefeitura reconheça atribuições da categoria como docência

A partir das 8h30, aproximadamente, 150 educadores infantis de Presidente Prudente estarão concentrados em frente à  Prefeitura reivindicando que a administração municipal reconheça as atribuições da categoria como docência. A paralisação foi anunciada na tarde de ontem por representantes da categoria que, às 19h30, participaram de uma assembleia na Câmara Municipal.
Em nota, a Prefeitura revelou não ter conhecimento deste anúncio de paralisação e “permanece à disposição da categoria para dialogar sobre o pleito dos educadores, como vem ocorrendo desde o início desta gestão”.
A representante da comissão dos educadores infantis, Berta Lúcia Souza Lima, explica melhor quais os objetivos do movimento. Segundo ela, a busca principal é por reconhecimento jurídico da função docente do cargo do educador, tendo em vista que planeja, executa e avalia toda atividade pedagógica das crianças educandas. 
“Se tem todos os deveres, tem que ter todos os direitos. Todas as atribuições de concurso e definidas em lei são docentes. Não pode a Prefeitura, que sempre nos usou como docentes, nos descartar, agora, como um bagaço de laranja. As crianças de nossa cidade foram cuidadas e educadas por nós! Devemos ser respeitadas!”, exclama Berta Lúcia, frisando que se concentrarão em frente à Prefeitura até serem atendidas pela administração. 
Ela menciona que vão cobrar do Executivo o deferimento dos pleitos que estão em tramitação, como processo administrativo, respeito ao diálogo e cumprimento das promessas feitas pelo prefeito Ed Thomas (PSB). “Exigimos que a Prefeitura pare, imediatamente, de nos assediar, intimidar, ameaçar e retaliar. Estamos sendo torturadas psicologicamente. Seguem usando a gente como docente, mas mudam arbitrariamente as atribuições de forma abusiva e como querem”, acentua. 

Negociações sem sucesso

Berta explana que o prefeito “nunca mais” esteve com a categoria. Lembra que já passaram quatro secretárias de Educação e nada foi resolvido. “Supervisores seguem nos oprimindo. Jurídico segue tratando nosso pleito como se fosse uma transformação. É mentira! Não reivindicamos a transformação do cargo. Mas tão somente o reconhecimento docente do cargo, que é diferente. Acabam por enganar a população e a imprensa”, pontua Berta. 
Segundo a representante dos educadores infantis, a Prefeitura se utiliza de forma “oportunista” do TAC (termo de ajustamento de conduta) firmado pelo Ministério Público no ano passado e de uma falsa interpretação da lei. “Faz isso sob a lógica de prejudicar as crianças e os educadores”, considera. 

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