A geração atual deve conhecer Ferrugem apenas como o cantor atual de samba e pagode, mas houve um primeiro Ferrugem de fama nacional na década de 1970 que se tornou queridinho do Brasil. Descoberto no programa “Essa Gente Inocente” da TV Tupi. Logo ele, nascido como Luiz Alves Pereira Neto, passou a integrar a linha de shows da emissora e o apelido Ferrugem pegou a partir de ideia do comediante Lúcio Mauro. Comediante nato, de ideias rápidas, fez sucesso no programa “Mini Júri”, com Sílvio Santos na TV Tupi, e com os Trapalhões na mesma emissora. Ele ficou famoso com a campanha publicitária da marca Ortopé que tinha o jingle: “Use Ortopé pra proteger o seu pezinho. Tênis e botinha, sandália e sapatinho. Ortopé, ortopé... tão bonitinho”. Com o sucesso da Ortopé, acabou chegando à Globo, onde participou de “Planeta dos Homens”, “Balança, mas Não Cai”, dentre outros. Ferrugem parou de crescer antes dos 12 anos de idade, por deficiência do hormônio do crescimento, atingindo 1,40 metro na época. Com o fim do sucesso, submeteu-se a tratamento nos EUA atingindo 1,65. Hoje aos 59 anos, Ferrugem ainda lembra o ídolo infantil que se tornou há mais de 40 anos.
Life Long Learning: Educação ao Longo da Vida
Tem muita gente que ainda acredita que educação se restringe ao tempo escolar, e o que se aprende nos livros fica restrito a esta faixa etária infanto-juvenil. O termo Life Long Learning, que se refere à Educação ao Longo da Vida, é um dos pilares do envelhecimento saudável segundo a Organização Mundial de Saúde, ao lado da saúde, participação social e segurança. Ela traduz a ideia de que o aprendizado não deve parar após o encerramento da educação formal, permitindo que os idosos continuem se desenvolvendo intelectualmente e, por conseguinte social e digitalmente. Continuar aprendendo e estudando não se restringe aos profissionais que precisam se atualizar a todo o momento, como médicos, advogados e cientistas, mas um aprendizado global que envolve todos os idosos. A inclusão digital é uma grande ferramenta de autonomia, pois permite que idosos mantenham-se conectados com seus familiares e amigos, façam consultas, e acessem serviços que o deixem integrado aos avançados da sociedade. O acesso digital dos idosos tem aumentado gradativamente ao longo do ano, com dados de que em 2022, 62% dos idosos estavam conectados a alguma rede social, o que é um número bastante expressivo. Além da inclusão digital, o aprendizado constante através da leitura permite a estimulação cognitiva como a memória e o raciocínio, aumentando a chance de autonomia e independência ao longo da idade. Ela também aumenta o nível de satisfação pessoal da vida, contribuindo para um envelhecimento bem-sucedido. O Life Long Learning engloba quatro ações principais: 1) Aprender a conhecer: explorar novas fontes de informação; 2) Aprender a conviver: socializar e compartilhar suas experiências; 3) Aprender a fazer: aplicar os novos conhecimentos no dia-a-dia, desde uma simples receita culinária a uma nova e inédita atividade; 4) Aprender a ser: desenvolver-se como indivíduo e sair da coadjuvância da vida.
Dica da Semana
Série / Streaming
“Tempo Rei”:
Disponível na Globoplay, a série aborda desafios do envelhecimento. Os episódios trazem entrevistas com pessoas centenárias, lições de vida, debate sobre avanços científicos, cotidiano e o impacto da vida saudável para o envelhecimento. Dentre eles, Laura de Oliveira, campeã de natação aos 105 anos, o ator Othon Bastos de 91 anos e o intérprete Neguinho da Beija-Flor.