O IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) realiza no dia 1º de março, a 1ª Corrida do Mico-Leão- Preto, em Teodoro Sampaio, na Estrada do Córrego Seco, com o apoio da Prefeitura da cidade e da Apoena (Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar). Segundo a Apoena, o evento une esporte, educação ambiental e conservação da biodiversidade.
A prova contará com corrida de 5 km (quilômetros) e caminhada de 3 km, possibilitando a participação de atletas e da comunidade em geral. A proposta é estimular hábitos saudáveis ao mesmo tempo em que promove a conscientização ambiental e o engajamento da sociedade em causas socioambientais.
Além da prática esportiva, a corrida tem forte caráter socioambiental. Para cada atleta inscrito, está previsto o plantio de mudas de árvores nativas, contribuindo diretamente para a recuperação ambiental, o apoio à conservação da fauna e para ações de mitigação das mudanças climáticas.
Para o secretário municipal de Esportes e Lazer de Teodoro Sampaio, Helder Hideki, o evento só reforça o compromisso ambiental, que é de todos. “Essa iniciativa reforça o compromisso ambiental de garantir que para cada inscrito, uma árvore será plantada em áreas destinadas à restauração ambiental, contribuindo diretamente para a recuperação do habitat da espécie. O plantio não ocorrerá no dia do evento, mas será realizado de forma técnica e planejada em áreas prioritárias para a conservação”.
O secretário ressalta que o evento é uma forma de celebrar o Dia do Mico-Leão-Preto, comemorado em 28 de fevereiro, sendo que a corrida será realizada no dia 1º de março.
As inscrições seguem abertas até terça-feira, dia 10 de fevereiro, e podem ser realizadas pelo site https://tvcomrunning.com.br/1-corrida-do-mico.
De acordo com o secretário, o valor líquido arrecadado com as inscrições será integralmente destinado aos projetos de conservação e educação ambiental voltados à proteção do mico-leão-preto.
O mico-leão-preto, cientificamente conhecido como Leontopithecus chrysopygus, é uma das espécies de primatas mais raras e ameaçadas do mundo, sendo endêmico da Mata Atlântica do interior do Estado de São Paulo.
Após já ter sido considerada extinta na natureza, a espécie passou a ser redescoberta a partir da década de 1970 e, desde então, é alvo de importantes programas de conservação. Ainda assim, enfrenta ameaças constantes, como a fragmentação florestal e a perda de habitat, o que reforça a importância de iniciativas de conscientização e apoio à sua preservação.