Joga Fora no Lixo

Sandro Villar

O Espadachim, um cronista sem viés ideológico

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 10/10/2020
Horário 05:30

Alguém aí se lembra da música “Joga Fora no Lixo”, sucesso da cantora Sandra de Sá, de autoria dos compositores Paulo Massadas e Michael Sullivan? Pois eu me lembro e cheguei à conclusão de que não há título melhor para a crônica, pois o caso que narrarei também tem o lixo como destino final de, digamos, dois bilaus.
Tudo aconteceu no fim do ano passado na progressista cidade de Presidente Venceslau, no oeste de São Paulo. É, portanto, um "fato venéreo", como diria o comediante Paulinho Gogó. Um travesti, cabeleireiro na cidade, simplesmente decepou os pênis de dois sujeitos em uma mesma noite.
O cabeleireiro, que também é cozinheiro, fez seu primeiro programa da noite com um homem de pouco mais de 40 anos. Em um beco, o cabeleireiro cortou o bilau do cara com uma tesoura. Isso mesmo: arrancou fora, enfim, decepou o órgão. 
Pela profissão que exerce, o mutilador certamente usou a tesoura com destreza e, se tivesse uma faca, também saberia usar a arma branca com  habilidade, já que, como foi dito, também é açougueiro, quer dizer, cozinheiro.
Logo depois sua vítima foi um idoso de 68 anos encontrado agonizando perto de um bar. Teve uma tremenda hemorragia ao ter o bilau arrancado. As vítimas foram socorridas e hospitalizadas. O mutilador deu no pé. Foi preso dias depois.
Depois de levar uma prensa da polícia, o travesti contou o que fez com os pênis. Disse que jogou as genitálias no lixo, impossibilitando um reimplante, como já aconteceu várias vezes mundo afora. Como os bilaus não foram encontrados na lixeira, o mais provável é que foram parar no lixão da cidade, levados pelo caminhão do lixo. 
Os pênis também não foram achados pelos catadores que trabalham na reciclagem. Vai daí que surgiram comentários malévolos dos gozadores de plantão. Eles suspeitam que gatos, cachorros e até mesmo urubus podem ter se servido da "iguaria".
Não sei se vocês já repararam, mas volta e meia tem notícia de bilau decepado. Nos Estados Unidos, um certo John Wayne Bobbit teve o pênis cortado pela esposa. Só que ele teve "sorte". Foi pro hospital com a "manjuba" na mão e os médicos "consertaram", reimplantando o bitelo. 
Um caso famoso aconteceu no Rio de Janeiro, se não me engano na década de 50 do século passado. Inconformada com as puladas de cerca do marido, a esposa do dito cujo resolveu se vingar do adulto adúltero. Ela decepou o bilau do cara, em suma, arrancou fora.
Foi um prato cheio para o jornal O Dia. O jornal tinha um mancheteiro famoso, o experiente jornalista, Santa Cruz. Ele analisou bem o caso e não teve dúvidas sobre a manchete da edição do dia seguinte: "Cortou o mal pela raiz". 
Se o amigo aí é casado e costuma pular a cerca, recomendo cautela para não ter o "mal cortado pela raiz". Talvez seja o caso de proteger o bilau com uma capa de metal na hora de dormir. Capa de couro não adianta, pois não protege contra golpes de faca e de tesoura.        
 
DROPS

Alô, Crefisa: até aceito fazer um empréstimo, desde que a Ellen Rocche venha junto.

Perguntar não ofende: o caminhão Brasil está em um longo trecho de aclive ou de declive?

Essas bicicletas modernas têm mais marchas do que o carnaval da década de 40.

Entrevista coletiva só é coletiva quando o entrevistado usa colete.
 

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