Liberdade e seguimento de Jesus Cristo

Diocese Informa

COLUNA - Diocese Informa

Data 26/06/2022
Horário 05:04

A Palavra de Deus da liturgia dominical (1 Reis 19,16b.19-21, salmo 15 (16), Gálatas 5,1.13-18 e Lucas 9,51-62)  nos convida a meditar sobre o tema fascinante da liberdade, claro com o enfoque na visão cristã. O cristão é livre se segue os ensinamentos de Jesus Cristo? Seguir Cristo me faz livre ou tolhe a minha liberdade? Para compreender e viver a liberdade cristã, é necessário partir da fé. Crer no Cristo livre. O evangelista Lucas escreve que Jesus “tomou a firme resolução de partir para Jerusalém”. Tomou a decisão sabendo que em Jerusalém iria “sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia”. Vai a Jerusalém obedecendo a vontade do Pai, oferecendo-se por amor. É nesta obediência ao Pai que Jesus realiza a própria liberdade como escolha consciente motivada pelo amor. Ninguém é mais livre do que alguém que dá a sua vida por amor.  Jesus tinha a liberdade de amar sem reservas, de mar tanto o mais pobre dos pobres como o jovem rico. Os piedosos ficavam escandalizados com o amor e a solicitude que ele demonstrava para com as prostitutas. Os pobres deviam ficar estupefatos com a cordialidade com que ele tratava os odiados cobradores de impostos, que exploravam o povo. A liberdade para a qual Cristo os libertou é viver ao modo de Cristo. “Fazei-vos escravos uns dos outros, pela caridade. Com efeito, toda a Lei se resume neste único mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. O máximo da liberdade de Jesus se comprova na doação de sua vida por amor e na sua ilimitada confiança no Pai. A liberdade cristã é vivida na confiança ilimitada em Deus. O que Ele pede sempre é o melhor para nós e para o próximo. (Autor: Dom Rodolfo Luís Weber, arcebispo de Passo Fundo (RS). Fonte: https://www.cnbb.org.br).

MINI SERMÃO:
13º Domingo do Tempo Comum (Lc 9,51-62)

O fogo que desce do céu não destrói, mas reconstrói, recria. Jesus não veio para destruir, mas para salvar. As circunstâncias revelam o que existe em nossos corações. Ódio ou paz? Não é o fogo da violência que salva. O que salva é a chama do Amor. É esse fogo que nos fará seguir Jesus aonde quer que estejamos. Não sejamos uma caricatura prepotente de cristão. Jesus quando sofria não fazia ameaças, mas entregava-Se Aquele que julga com justiça. Sejamos reais. Sejamos de verdade. Se colocar a mão no arado, vá adiante! (Autor: Padre Rafael Moreira Campos).

AGENDA PAROQUIAL: Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Presidente Venceslau
- Missas -
Sábado: às 18h - Capela Nossa Senhora Aparecida e às 19h30 - Igreja Matriz;     
Domingo: às 7h - Capela São Judas Tadeu, às 8h30 - Capela Nosso Senhor do Bonfim, às 10h - Igreja Matriz, às 17h - Capela Santa Edwiges e às 19h - Igreja Matriz

MENSAGEM DO PAPA:
Hoje o Evangelista apresenta-nos três personagens — poderíamos dizer três casos de vocação — que esclarecem o que é exigido daqueles que querem seguir Jesus até ao fundo, totalmente. O primeiro personagem promete-lhe: “Seguir-te-ei para onde quer que vás” (v. 57). Generoso! Mas Jesus responde que o Filho do homem, contrariamente às raposas que têm as suas tocas e aos passarinhos que têm os seus ninhos, “não tem onde reclinar a cabeça” (v. 58). A pobreza absoluta de Jesus! Com efeito, Jesus deixou a casa paterna e renunciou a qualquer segurança para anunciar o Reino de Deus às ovelhas perdidas do seu povo. O segundo que Jesus encontra, recebe diretamente d’Ele a chamada, mas responde: “Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar o meu pai” (v. 59). Trata-se de um pedido legítimo, fundado no mandamento de honrar o pai e a mãe (cf. Êx 20, 12). Todavia, Jesus responde: “Deixa que os mortos sepultem os seus mortos” (v. 60). Com estas palavras, deliberadamente provocadoras, Ele tenciona afirmar o primado do seguimento e do anúncio do Reino de Deus, também sobre as realidades mais importantes, como a família. A urgência de comunicar o Evangelho, que rompe a cadeia da morte e inaugura a vida eterna, não admite atrasos, mas requer prontidão e disponibilidade. Também o terceiro personagem quer seguir Jesus, mas com uma condição: fá-lo-á depois de se ter despedido dos parentes. Eis o que o Mestre lhe diz: “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus” (v. 62). O seguimento de Jesus exclui arrependimentos e que se olhe para trás, mas exige a virtude da decisão. (Fonte: www.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2019).

Padre Rafael Moreira Campos
Adm. Paroquial Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Pres. Venceslau/SP
"Ouse ser o melhor. Ame!"
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Informações: Cúria Diocesana (18) 3918-5000
 

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