Medalhista do vôlei divide experiências, no Sesc

MUITO A FALAR Campeão olímpico brasileiro, nas quadras em 2004, Rodrigão compartilhou suas vivências esportivas com prudentinos

Esportes - PAULO TAROCO

Data 24/09/2017
Horário 14:59
Marcio Oliveira, Pela manhã Rodrigão bateu um papo com o público expondo momentos de sua trajetória
Marcio Oliveira, Pela manhã Rodrigão bateu um papo com o público expondo momentos de sua trajetória
Aficionados apreciadores e/ou praticantes do vôlei, de Presidente Prudente e região, tiveram uma experiência única na manhã e início da tarde de ontem, na quadra de areia do Sesc (Serviço Social do Comércio) Thermas, de Presidente Prudente, quando tiveram a grata oportunidade de ouvir e vivenciar experiências de forma pessoal com o ex-atleta olímpico brasileiro, Rodrigo Santana, popularmente conhecido nas quadras de todo o mundo como Rodrigão, hoje com 38 anos. No período da manhã, o atleta que é do bairro de Pirituba, na periferia da zona oeste de São Paulo (SP), compartilhou com o público presente sua trajetória, desde a fase inicial da carreira esportiva. Segundo ele, tudo começou quando mudou-se para Osasco (SP), onde no ano de 1992, tomou gosto pelo voleibol, acompanhando pela TV a equipe masculina brasileira, campeã dos Jogos Olímpicos de Barcelona, na Espanha. “A escola que eu estudava parava para ver os jogos da seleção. A partir disso, eu e alguns amigos tomamos um gosto ainda maior pelo esporte. E motivado pelo que via na TV, nos jogos daquela geração, fiz testes nas categorias de base da extinta equipe do Banespa, onde comecei de fato minha trajetória”, relembra Rodrigo. Rodrigão destacou também a oportunidade que teve já na categoria profissional, na também extinta equipe do Report, de Suzano (SP), onde teve os primeiros contatos, “seja jogando ao lado ou jogando contra”, jogadores referências da geração de 1992, como Tande e Giovani, incentivadores para que ele começasse a carreira nas quadras. “Precisamos sonhar e batalhar por isso. Acredito que minha história pode sim servir de referência também para outros. Para mim, isso é uma lição que pode ser aplicada não somente no esporte, mas na vida”, destaca o atleta. Experiências O auge da carreira de Rodrigão foi alcançado em 2004, ano em que sagrou-se campeão dos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, na Grécia. A equipe daquele campeonato possuía ainda no elenco alguns jogadores remanescentes do time de 1992, fontes de inspiração inicial quando ainda adolescente em Osasco. Rodrigão cita também como importantes, as experiências culturais adquiridas em passagens por países como a Itália, Indonésia, Turquia e Irã. “A gente acaba aprendendo bastante, muito mais do que apenas o esporte. Assim como ser campeão olímpico é uma grande experiência pessoal ter contato com outras culturas”, enfatiza. Além da medalha de ouro na Grécia, Rodrigão possui ainda mais duas de prata nos Jogos Olímpicos, em Pequim, na China, 2008 e 2012, e de Londres, na Inglaterra. Entre os grandes feitos na carreira do atleta estão ainda os oito títulos conquistados com o Brasil na Liga Mundial. “Quando cheguei à seleção, a Itália tinha oito títulos mundiais, e o Brasil um. Hoje, o Brasil tem nove, e a Itália continua com os oito. Fico feliz em ter participado disso”, orgulha-se. Amigos prudentinos No decorrer dessa trajetória, Rodrigão conviveu com dois atletas do vôlei brasileiro, originários de Prudente. Na chegada à base do Banespa, recorda-se de Braz Rosas, já integrante do time principal. E, na seleção brasileira, ao lado de João Paulo Bravo, hoje em atividade na Turquia. “Quando cheguei ao Banespa, o Braz já estava lá, já tinha seu espaço na equipe. É um grande jogador. O João Paulo é da minha geração, outro grande atleta, por isso está em atividade”, frisa. Incentivo O ex-atleta também teve passagens pelo vôlei de praia e, atualmente, é secretário de Esportes do município de Praia Grandes (SP). Questionado sobre as dificuldades encontradas por algumas modalidades em relação a investimentos, traçando como exemplo o próprio vôlei prudentino, que teve uma trajetória de sucessos nas quadras, mas de decepções fora delas por falta de investimentos, no decorrer de 1990, Rodrigão aponta a necessidade de existir um olhar mais atencioso para o esporte, principalmente por parte do poder público. “Precisamos investir não só em anos olímpicos. O esporte será sempre uma ferramenta importante de apoio à educação”, acentua.

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