Medicina integrativa promove cuidado humanizado e centrado no paciente

Modelo considera indivíduo de forma integral, levando em conta não apenas aspectos físicos da doença, mas também dimensões emocional, mental, social e espiritual

REGIÃO - DA REDAÇÃO

Data 25/01/2026
Horário 07:30
Foto: Reprodução
Atuação integrada permite visão ampliada do paciente e elaboração de planos terapêuticos personalizados
Atuação integrada permite visão ampliada do paciente e elaboração de planos terapêuticos personalizados

A medicina é a ciência dedicada à promoção, proteção e recuperação da saúde humana, atuando desde a prevenção de doenças até o diagnóstico, tratamento e reabilitação dos pacientes. Com uma atuação ampla e multidisciplinar, abrange diversas áreas, como clínica médica, cirurgia, pediatria, ginecologia, psiquiatria e medicina preventiva, entre muitas outras especialidades que trabalham de forma integrada para cuidar do indivíduo em todas as fases da vida.

Nesse contexto, a medicina integrativa destaca-se como uma abordagem complementar, que associa os conhecimentos da medicina convencional a práticas baseadas em evidências científicas. O Dia Internacional da Medicina Integrativa foi celebrado nesta sexta e, em alusão à data, a Unimed de Presidente Prudente esclarece e orienta a população sobre essa prática, que vem ganhando espaço no cuidado integral à saúde.

Modelo de cuidado

A medicina integrativa é um modelo de cuidado em saúde que considera o indivíduo de forma integral, levando em conta não apenas os aspectos físicos da doença, mas também as dimensões emocional, mental, social e espiritual. Seu objetivo é promover o equilíbrio do organismo, a prevenção de doenças e a melhoria da qualidade de vida, por meio de uma abordagem humanizada, individualizada e fundamentada em evidências científicas.

Esse modelo integra a medicina convencional a práticas complementares reconhecidas, como meditação, yoga, acupuntura, fitoterapia, homeopatia, florais e aromaterapia, entre outras. Essas terapias são utilizadas de forma complementar, respeitando critérios técnicos, éticos e científicos, sempre com foco na segurança, na eficácia e no bem-estar do paciente.

Para garantir uma assistência completa e eficaz, a medicina integrativa envolve uma equipe multidisciplinar, que pode incluir médicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e outros profissionais da área da saúde. Essa atuação integrada possibilita uma visão ampliada do paciente e a elaboração de planos terapêuticos personalizados, alinhados às necessidades individuais e aos princípios de um cuidado integral, seguro e de qualidade.

Principais benefícios

A medicina integrativa tem como um de seus principais pilares a humanização do cuidado. Entre os benefícios mais relevantes, estão a melhoria da qualidade de vida, o aumento da adesão aos tratamentos, o acolhimento ao paciente, a redução do estresse e a promoção do autocuidado, fatores que contribuem para melhores resultados clínicos e para a prevenção de doenças.

Além disso, trata-se de uma alternativa para quem busca um atendimento mais próximo e individualizado, com a participação de diferentes profissionais de saúde. Essa abordagem amplia o engajamento e a motivação do paciente no processo terapêutico, favorecendo a corresponsabilidade pelo tratamento e podendo contribuir, inclusive, para a redução de custos relacionados à saúde a longo prazo.

Cenário no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é referência mundial na área de Práticas Integrativas e Complementares na Atenção Básica. Trata-se de uma modalidade que investe na prevenção e na promoção da saúde, com o objetivo de evitar o adoecimento da população e estimular hábitos de vida mais saudáveis.

Atualmente, mais de 8 mil unidades de saúde oferecem práticas integrativas no país, distribuídas em aproximadamente 54% dos municípios brasileiros.

Especialidades médicas

Diversas especialidades médicas podem atuar dentro da medicina integrativa, especialmente aquelas voltadas ao cuidado contínuo e à prevenção de doenças. A clínica médica, a medicina de família e comunidade, a psiquiatria, a ginecologia e a pediatria são exemplos de áreas que frequentemente incorporam práticas integrativas ao tratamento convencional, ampliando a abordagem terapêutica e fortalecendo o vínculo entre médico e paciente.

Além disso, especialidades como oncologia, cardiologia, reumatologia e endocrinologia também podem utilizar recursos da medicina integrativa como apoio ao tratamento clínico, sempre de forma complementar e com base em evidências científicas. Essa integração permite um cuidado mais completo, focado não apenas na doença, mas na pessoa como um todo, reforçando os princípios da medicina humanizada e centrada no paciente.

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