Primeiras filmagens de "Deixe-me  Viver", com Humberto Martins e Mônica  Carvalho, movimentam universidade

Atores, equipe de direção, fotografia, maquiagem e produção estiveram no campus 2 da Unoeste, que se "transformou" em hospital para gravações do longa-metragem

VARIEDADES - DA REDAÇÃO

Data 28/08/2025
Horário 21:30
Foto: Ector Gervasoni
Gravações foram realizadas em frente ao bloco B3 e no hall de entrada.
Gravações foram realizadas em frente ao bloco B3 e no hall de entrada.

O campus 2 da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), em Presidente Prudente, se transformou em set de filmagem do filme “Deixe-me Viver”, na manhã de ontem. O local recebeu atores, equipe de direção, fotografia, maquiagem e produção para a gravação das primeiras cenas do longa-metragem, com previsão de estreia para 2026. Além dos profissionais da área cinematográfica, a produção contou com a participação de figurantes: alunos e colaboradores da universidade, que viveram a experiência inédita de atuar em um filme.

A história de “Deixe-me Viver” narra a trajetória de Julia (Cat Dantas), uma adolescente diagnosticada com câncer terminal, e de sua mãe Andrea (Mônica Carvalho), que enfrenta uma difícil decisão ao lado da filha: interromper o tratamento e viver intensamente o tempo que lhes resta.

As gravações foram realizadas em frente ao bloco B3 e no hall de entrada. O local foi montado para representar um hospital da capital paulista, onde a personagem principal, Júlia, estava internada. Nessas gravações, foram retratadas cenas que integram personagens importantes da produção, como a abordagem da imprensa à família de Júlia.

O longa é uma produção nacional dirigida por Walther Neto e promete trazer uma narrativa marcada por fé, coragem e superação.

“O trabalho começou há cerca de um ano, desde o roteiro da Mônica Carvalho e da equipe. Hoje, são cerca de 30 pessoas por aqui: operador de câmera, operador de áudio, iluminadores, maquiadores... É muita gente, além dos atores, que são as grandes estrelas”, comenta Walther.

Ele explicou os motivos que levaram à escolha da Unoeste para a ambientação das cenas do filme. “A sugestão foi do Rodrigo Salomon, da TV Band, porque nós precisávamos de um local que conseguisse nos dar espaço, e isso é muito difícil em um hospital real. Aí surgiu a universidade, pois é mais fácil estar em um ambiente de aula, que simula um hospital, e poder ajustar isso para a gravação”, informa o diretor, que também cita o apoio do Hospital de Esperança da cidade, onde também serão gravadas cenas.

Como foram as primeiras gravações?

As gravações começaram por volta das 10h. A entrada do bloco ficou repleta de câmeras e equipamentos. Os sons típicos de um set de filmagem se espalharam pelo ambiente, incluindo a clássica cena do diretor gritando “ação”.

Por volta das 13h, a equipe concluiu a primeira etapa das gravações. Mônica Carvalho, que também é roteirista e produtora do filme, foi responsável por estrelar a última cena rodada. Ela explicou como surgiu a proposta da produção.

“A ideia surgiu enquanto estava em minha casa, em Trancoso [BA], e comecei a pensar essa história. Foi quando surgiu a ideia de criar a relação de mãe e filha, que fugisse para esse paraíso. Embora o filme fale sobre uma finitude, elas vão em busca de vida. É uma história que tem muita dor, que tem perda, mas que tem uma mensagem muito linda, sobre o tempo. O tempo que realmente é importante, no momento presente. Como a gente escolhe viver com quem a gente ama de verdade. Acho que o público vai se emocionar muito com essa história e sair com uma reflexão muito importante, que é o simples”, explica.

Mônica ainda destaca a importância do apoio ao cinema nacional. “Fazer cinema tem que ter muita paixão, muita garra. Eu sempre falo que eu levo um sonho e trago as pessoas para sonharem comigo. Graças a Deus, conseguimos muitos parceiros, como a Prefeitura de Porto Seguro, Banco do Nordeste e o apoio da Unoeste, que foi fundamental”, declara.

O ator Humberto Martins, que faz Albert, pai da protagonista, também participou das filmagens do filme “Deixe-me Viver” na Unoeste. “É um filme bem emocional, bem dramático, mas abre perspectivas em relação às novas vidas, reflexão das nossas atitudes com as pessoas, sobre o tempo de vida em conjunto e a nossa correria do dia a dia. Eu gostei e me emocionei bastante com o roteiro”, afirma.

“FAZER CINEMA TEM QUE TER MUITA PAIXÃO, MUITA GARRA. EU SEMPRE FALO QUE EU LEVO UM SONHO E TRAGO AS PESSOAS PARA SONHAREM COMIGO. GRAÇAS A DEUS, CONSEGUIMOS MUITOS PARCEIROS, COMO A PREFEITURA DE PORTO SEGURO, BANCO DO NORDESTE E O APOIO DA UNOESTE, QUE FOI FUNDAMENTAL”
Mônica Carvalho

Também no elenco de “Deixe-me Viver”, a atriz e apresentadora Daniela Albuquerque, que interpreta a enfermeira Nina, tem uma ligação com Presidente Prudente: ela morou na cidade por cerca de dois anos. “É muito bom poder voltar! Eu tenho certeza que esse filme vai ser muito especial, vai mexer muito com as pessoas. A equipe é maravilhosa, eu tenho certeza que todos vão amar”, comenta.

Jorge Mesquita, que interpreta o palhaço Dionísio, que atua dentro do hospital para amenizar o sofrimento dos pacientes, destaca que a produção desperta muitas reflexões sobre decisões do dia e disse como foi a recepção em Presidente Prudente. “Muitos que assistirem vão se perguntar: e se fosse com a gente? Mas, desde já, eu agradeço o carinho com que fomos recebidos na cidade e pela Unoeste”.

Equipe completa e muito planejamento

Nos bastidores do filme “Deixe-me Viver” na universidade, as equipes começaram a chegar bem cedo no campus para conseguir montar toda a estrutura antes das gravações, na prática. Um set de filmagem vai de dez a 14 horas de trabalho por dia, segundo os profissionais. 

“A logística do audiovisual é grandiosa. A viagem é trabalhosa, mas também é prazerosa. A gente sai de casa com essa missão de se doar”, conta o operador de câmera e assistente de set, Eduardo Garcia.

Ao mesmo tempo em que as gravações ocorrem, a trilha sonora é desenvolvida pelo próprio diretor, que também é compositor. “Quando eu começo a organizar o plano de filmagem, algumas músicas já saem. A outra parte vem na pós-produção, que a música preenche o que não foi feito ainda”, explica Walther, que até tocou no piano instalado no hall de entrada no campus 2 pelo Projeto Acordes.

Próximas gravações

As gravações continuam nesta sexta-feira e no sábado, em ambientes da Unoeste. Elas também envolvem cenas que retratam o ambiente hospitalar. As cenas contam com apoio importante das equipes do curso de Medicina e do curso de Enfermagem, além de ser uma oportunidade de aprendizado para o curso de Publicidade e Propaganda, por exemplo.

Além de Presidente Prudente, o filme tem cenas rodadas em Curitiba (PR) e em Trancoso (BA), na Aldeia Pataxó. Isso porque o drama também aborda questões de espiritualidade e ancestralidade.

Fotos: Ector Gervasoni

Mônica Carvalho, que interpreta Andréa, na gravação do longa na Unoeste


Humberto Martins, que faz Albert, pai da protagonista: “Eu gostei e me emocionei bastante com o roteiro”


Daniela Albuquerque em gravação como a enfermeira Nina na Unoeste


Campus 2 foi ambientado para representar um hospital


Filmagens começaram por volta das 10h de ontem e continuam hoje e amanhã em ambientes da Unoeste


Local recebeu funcionários e dezenas de profissionais pela manhã

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