Quais devem ser os cuidados após festas de fim de ano?

Infectologista explica que o ideal é que as pessoas mantenham o distanciamento das demais no período de 10 a 14 dias para evitar a disseminação do vírus, caso tenham sido contaminadas pela doença

Saúde & Bem Estar - WEVERSON NASCIMENTO

Data 07/01/2021
Horário 02:31
Foto: Freepik
Pessoas devem estar atentas aos sintomas decorrentes da Covid-19, explica infectologista
Pessoas devem estar atentas aos sintomas decorrentes da Covid-19, explica infectologista

O fim de ano é um momento aguardado por muitas pessoas que, ao lado dos familiares, celebram as conquistas do ano velho e as projeções para o próximo ano. A região de Presidente Prudente, no entanto, vivencia um salto expressivo no número de casos da Covid-19, o que serve de alerta para a necessidade de manter o isolamento social. No entanto, muita gente participou de celebrações familiares e eventuais aglomerações, mesmo não sendo recomendado pelas autoridades de saúde. O médico infectologista André Luiz Pirajá da Silva explica que o ideal é que essas pessoas mantenham o distanciamento das demais no período de 10 a 14 dias para evitar a disseminação do vírus, caso tenham sido contaminadas pela doença.
Qualquer pessoa que tenha frequentado algum tipo de aglomeração deve estar atenta a alguns sintomas decorrentes da Covid-19, frisa o médico. “Todos devem que estar atentos a qualquer sintomatologia gripal, leve na maioria dos casos, como febre, falta de ar, coriza, dor de cabeça e garganta. Tudo isso deve ser levado em consideração caso a pessoa tenha frequentado um local de alto risco”, orienta.
O infectologista explica que não pode afirmar se essas confraternizações contribuirão para o aumento do número de casos da doença, mas adianta que é uma possível tendência. “Do Natal para cá estaríamos exatamente no pico [disseminação], ou seja, cerca de quase 15 dias após a celebração. Já por volta do dia 10 ao dia 15 acontecerá o pico do ano-novo”, explica. “É possível e bem provável que aconteça um aumento no número de casos em 2021 diante das confraternizações feitas e pela falta de cuidados”, acrescenta. 

Incidência na região

Ao todo, o boletim epidemiológico de ontem apontou 228 novos casos da doença, além de quatro mortes – três em Presidente Prudente e uma em Rancharia. Agora, a região soma 26.238 registros positivos, com 581 óbitos e 24.195 curados, o que significa que 1.462 estão ativos, isto é, em transmissão. Estes números são atualizados diariamente pela reportagem. 

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