SALVE-SE QUEM PUDER

REGIÃO - GRAZIELA FERNANDES

Data 29/03/2020
Horário 03:29

Nos últimos dias vivemos um misto de sentimentos, pensamentos, preocupações, medos. Se por um lado, o isolamento social é importante para conter a transmissibilidade do Covid-19, por outro, um outro olhar nos remete ao medo da “morte” de milhares de CNPJs Brasil afora. O avanço da doença mostra claramente que será um arrasadora na vida de brasileiros, nos sistemas de saúde – aqui neste ponto, não importará se saúde suplementar ou SUS (Sistema Único de Saúde) -, e na economia brasileira.

PARA MINIMIZAR OS EFEITOS

O fechamento do comércio já produz efeitos negativos sem precedentes. O receito de que não será possível manter as portas abertas quando tudo isso voltar ao normal (se é que podemos dizer assim), levou comerciantes de Pirapozinho a promoverem na sexta-feira uma carreata pelas ruas do centro da cidade. O objetivo dos organizadores foi chamar a atenção de moradores que é possível retomar as atividades seguindo todas as recomendações dos órgãos de saúde, mas permitindo a manutenção dos empregos e sobrevida para as empresas.

NA SAÚDE O COLAPSO É INEVITÁVEL

Os sistemas de saúde já sentem um grande impacto no aumento do número de internações por síndrome respiratória aguda grave, depois do primeiro paciente com Covid-19 no Brasil. Essa relação já é considerada pelas autoridades de saúde, ou seja, são 2.250 internações só neste ano, enquanto a média dos anos anteriores era de 250. Esta carga será ainda agravada, pois, na região, temos explosão de casos de dengue e, claro, em abril e maio, o número de casos de influenza também aumenta. São três epidemias ocorrendo ao mesmo tempo, não há sistema que resista.

SEM CASOS SUSPEITOS DO COVID-19

A cidade de Pirapozinho segue, até o fechamento desta edição, sem casos suspeitos da doença. Mas, para os moradores que têm a possibilidade de ficar em casa, aproveitem para organizar seus quintais e eliminar focos de criadouros do mosquito Aedes aegypti. Se controlarmos a epidemia da dengue, conseguiremos minimizar os problemas e liberar leitos de hospitais para outros pacientes. Está nas nossas mãos.

SAÚDE EMOCIONAL EM TEMPOS DE PANDEMIA

Neste período que atinge o mundo inteiro, muitos estão passando por várias mudanças na rotina e se adequando com o passar dos dias. Na primeira semana, com a suspensão das aulas, a sensação era de férias, para muitos a ficha não havia caído, parques e praias ficaram lotados como se nada estivesse acontecendo. Na segunda semana, o tédio começou a bater, mas surgiram as alternativas como: brincadeiras caseiras, muitas receitas, jogos, filmes, a organização e limpeza da casa. Mas, entrando na terceira semana, parece que estamos à beira de um ataque de nervos.

UM DE CADA VEZ

Segundo a psicóloga Daniela Bernardes, agora é hora de manter a calma e reorganizar os pensamentos. "Se a gente passa o dia pensando que o mundo vai acabar, a sensação no corpo é de luta ou fuga, o cérebro não sabe identificar o que é real e o que imaginação e o corpo responde a isso de maneira imediata e isso nos tira a capacidade de solucionar os problemas, temos que dar atenção aos pensamentos que estamos alimentando, ao longo dos dias temos que ter conversas internas mais positivas", enfatiza.

NÃO SEREMOS MAIS OS MESMOS

Esta experiência, sem dúvida, nos tornará pessoas muito diferentes. Experimentar situações imprevisíveis, desconfortáveis e sem a menor ideia de onde isso pode chegar. Nos fazer repensar como ser humano. E mais que isso, possibilitou muitos profissionais e empresas se reinventarem na forma de atuação para, juntos, superarem cada momento difícil que vivenciamos no nosso dia a dia. Mais resilientes e fortes como nunca. E sigamos, um dia após o outro. Até a próxima edição.

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