Sindicato dos Delegados de Polícia aciona Justiça para comprar vacinas contra Covid-19

Metade das doses será doada ao SUS e a outra metade será utilizada para vacinar delegados sindicalizados e seus familiares

REGIÃO - DA REDAÇÃO

Data 16/03/2021
Horário 09:28
Foto: AI do Sindpesp
Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindpesp
Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindpesp

O Sindpesp (Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) ingressou com ação solicitando autorização para importar vacinas contra Covid-19 aprovadas por agências de saúde internacionais. O objetivo da medida é dar celeridade ao processo de compra dos imunizantes. 

A nova Lei Federal 14.125, publicada no dia 10 de março de 2021, estabeleceu a responsabilidade civil relativa a eventos adversos pós-vacinação contra a Covid-19 e destacou a aquisição e distribuição de vacinas por pessoas jurídicas de direito privado.

De acordo com a legislação, ao final da imunização dos grupos prioritários do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, as pessoas jurídicas de direito privado poderão, “considerados os requisitos legais e sanitários, adquirir, distribuir e administrar vacinas, desde que pelo menos 50% das doses sejam, obrigatoriamente, doadas ao SUS (Sistema Único de Saúde) e as demais sejam utilizadas de forma gratuita”.

“O objetivo do Sindpesp é exatamente colaborar com o esforço nacional de imunização. Não vamos furar a fila de vacinação, retirando de outros grupos prioritários para vacinar os delegados. Ao contrário, vamos vacinar nossos sindicalizados por conta própria, permitindo que as doses do SUS que seriam aplicadas neles sejam direcionadas para outros grupos”, explica a presidente do sindicato, Raquel Kobashi Gallinati.

“Cumprindo a legislação, metade do que formos autorizados a adquirir será doado ao SUS e distribuído para todos os brasileiros”.

Barreira sanitária

Conforme o sindicato, os profissionais da segurança pública foram considerados essenciais durante a pandemia e não tiveram redução em suas atividades.

“A vacinação dos delegados e demais policiais será uma importante barreira sanitária para que as pessoas que precisam utilizar os serviços da Polícia Civil não estejam sujeitas à contaminação por Covid-19 dentro das delegacias paulistas”, afirma.

“O Sindpesp respeita o modelo de vacinação adotado pelas autoridades de saúde. Neste sentido, aberta a possibilidade de compra de vacinas pelo setor privado com a Lei 14.125, o Sindicato dos Delegados de São Paulo visa oferecer seu melhor esforço no combate à pandemia, colaborando com a vacinação de todos”, enfatiza.  

Na ação, o Sindpesp pleiteia autorização para iniciar o processo de importação por meio de pessoa jurídica habilitada na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária); agilidade no desembaraço aduaneiro, postergando análise administrativa.
 

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