Situação de frigorífico em Epitácio deve ser definida na 2ª

REGIÃO - Mariane Gaspareto

Data 30/06/2016
Horário 10:35
 

A situação dos 795 trabalhadores do frigorífico da JBS/Friboi, em Presidente Epitácio, deverá ter uma definição na segunda-feira, de acordo com o presidente do Sintiapp (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Presidente Prudente e Região), Roberto Moreira. A informação foi divulgada pela diretoria da unidade em reunião realizada ontem.

"Eles explicaram os motivos que estão inviabilizando a operação da unidade, mas estão confiantes em relação às negociações com o governo do Estado, e nos informaram que na próxima semana nos darão uma posição sobre o futuro dos funcionários, seja a concessão de um aviso prévio do desligamento ou a retomada da operação dos trabalhos", diz o sindicalista. Por enquanto, de acordo com ele, está mantida a suspensão dos desligamentos.

A JBS também foi procurada para informar sobre o andamento das tratativas, mas não se posicionou até o fechamento desta matéria. Como já noticiado por O Imparcial, a empresa informou que encerraria as atividades do frigorífico no dia 17 deste mês, medida que foi postergada após a mobilização de autoridades regionais para evitar o fechamento. A fábrica foi construída no fim da década de 1970 e tem sido administrada pela JBS/Friboi desde 2001. Em 2011, as atividades  foram suspensas, e reabertas no ano seguinte.

A JBS/Friboi alega que o motivo do fechamento foi a publicação do Decreto 61.907, em abril. Antes, as indústrias do setor poderiam acessar créditos acumulados de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), mesmo com débitos inscritos na dívida ativa estadual. Com o novo documento, agora só é permitido o acesso a 50% do crédito.

A SAA (Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento), por sua vez, já informou que o diálogo com o setor prossegue na busca da manutenção, dentro dos preceitos da responsabilidade fiscal e do resguardo do interesse público, das condições para que os frigoríficos possam desenvolver sua atividade, "de forma que São Paulo se resguarde de uma agressiva guerra fiscal de outros Estados".

 
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