Tabagismo e vacina anti-Covid

OPINIÃO - Jair Rodrigues Garcia Júnior

Data 16/01/2021
Horário 05:00

Se o título o (a) fez pensar que há relação direta entre ser fumante e o risco de agravamento e morte pela Covid-19, então você está informado sobre o principal órgão afetado pelo coronavírus (pulmões) e os efeitos.
Mas a patologia do coronavírus não será o foco aqui. Trataremos, ainda que resumidamente, de pesquisa científica, informação e contemplação, esta no sentido de observar atentamente e analisar.
A base PubMed conta com 30,6 mil artigos científicos sobre tabagismo publicados desde os anos 1960. A maioria demonstra os efeitos deletérios do tabagismo na saúde. Difícil de contestar, não é?
Ao longo destas seis décadas, as informações sobre o tabagismo foram passadas à população por diferentes meios, inclusive no próprio maço de cigarros. Mas, mesmo com toda a informação, ainda há fumantes. Difícil de entender, não é?
Atualmente, estão em evidência os céticos da pesquisa científica, que tendo ou não conhecimento de termos como hipótese, protocolo, aprovação ética, etc, são precoces e taxativos em negar e desprezar os resultados das pesquisas sobre a vacina anti-Covid.
O conhecimento e a tecnologia para o desenvolvimento da vacina já existiam e foram bastante aprimorados desde a decretação da pandemia. Certamente, nenhuma fase de pesquisa de medicamento (vacina, neste caso) foi desprezada, mas apenas acelerada, afinal a contagem de infectados (hoje 100 milhões) e mortos (2 milhões) aumenta aos milhares diariamente. Difícil discordar não é? E quem de nós está disposto a esperar dez anos (como a vacina do sarampo) ou 16 anos (da hepatite B) para se livrar desse vírus que afeta a saúde e a economia?
A eficácia e os efeitos colaterais estão sendo muito bem contemplados pelos pesquisadores e agências de saúde em cada país. Efeitos colaterais, inclusive tardios, são comuns aos medicamentos e vacinas, mesmo naqueles testados nos prazos “normais”. Porém, casos graves como do rimonabanto (Acomplia®) e rofecoxib (Vioxx®), que foram retirados do mercado, são raros.
Enfim, os tabagistas têm a informação sobre os malefícios do cigarro, mas optam por fumar. Nós temos a informação sobre os benefícios da vacina para contemplar. E vacinar é opção. Infectar com o coronavírus e agravar são riscos. Difícil a escolha?

https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/perguntas-frequentes/perguntas-frequentes-vacinas-menu-topo/131-plataformas/1574-vacinas-virais
 

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