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Tempo para resultado de exame é variável

Estado detalha que vários fatores influenciam no prazo certo para que um caso positivo ou negativo seja revelado, como a qualidade da amostra

PRUDENTE - THIAGO MORELLO

Data 25/03/2020
Horário 07:12
Arquivo - Elaine, sobre exames: “Preferência aos casos mais graves” Foto: Arquivo - Elaine, sobre exames: “Preferência aos casos mais graves”

Inicialmente, autoridades de saúde, especialistas e até mesmo os próprios governos federal e estadual informaram sobre o prazo de sete dias para que o resultado de um exame saia, pelo menos no que diz respeito à verificação da contaminação o novo coronavírus, o Covid-19. No Estado de São Paulo, por exemplo, a referência é o IAL (Instituto Adolfo Lutz). E em meio aos questionamentos da população, referente à demora e à extrapolação de tal tempo, a Secretaria de Estado da Saúde se pronunciou a respeito e esclareceu que o prazo é variável.

Por meio de nota, a pasta informou ainda o fato de o Instituto Adolfo Lutz ser uma das três referências nacionais para a análise do novo coronavírus, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde. “O tempo de análise pode ser variável em função de fatores como qualidade da amostra, por exemplo”, esclarece.

Conforme definido pelo Ministério da Saúde, todos os laboratórios públicos ou privados que identificarem casos confirmados pela primeira vez, adotando o exame específico, devem passar por validação de um dos três laboratórios de referência nacional, que além do IAL são a Fiocruz/RJ (Fundação Oswaldo Cruz) e o IEC (Instituto Evandro Chagas), no Estado do Pará.

E após tal validação da qualidade, o laboratório passará a ser considerado parte da Rede Nacional de Alerta e Resposta às Emergências em Saúde Pública, para investigação do Covid-19, “como foi o caso do Albert Einstein, que identificou o primeiro caso de coronavírus” na capital paulista, ainda de acordo com a secretaria.

DESCARTADOS

EM PRUDENTE

Desde que foi registado o primeiro caso suspeito em Presidente Prudente, no final de fevereiro, o município atingiu 107 notificações da doença, conforme a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal). Elas se resumem em 11 situações descartadas e 96 que seguem em investigação. O baixo volume no retorno dos resultados, nesse caso, também inquieta a população prudentina.

Sobre isso, a supervisora do órgão, Elaine Bertacco, concorda que “antes os resultados estavam vindo mais rápido”, mas complementa a fala do Estado, ao lembrar que, hoje, “estão dando preferência aos casos mais graves e aos profissionais de saúde”, em vista da quantidade de suspeitos que aparecem diariamente.

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