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Tênis vira alternativa para quem deseja se exercitar na pandemia

Segundo estudos e especialistas, modalidade tem menor chance de contágio da Covid-19, por conta do distanciamento natural entre os jogadores na quadra e pela ausência de aglomeração

Esportes - OSLAINE SILVA

Data 27/08/2020
Horário 10:32
Weverson Nascimento - Veterano, Beto Carrieri, 59 anos, é adepto do tênis há 49: ele joga às segundas, quartas e sextas Foto: Weverson Nascimento - Veterano, Beto Carrieri, 59 anos, é adepto do tênis há 49: ele joga às segundas, quartas e sextas

Não apenas desportistas, mas para todos que são acostumados a se exercitar, vem sendo bastante difícil esse período, desde março. Mas evitando locais com muitas pessoas, ainda é possível fazer caminhadas, andar de bicicleta e jogar tênis. Isso mesmo, o tênis virou uma alternativa para quem deseja se exercitar na pandemia. Isso porque segundo estudos e especialistas, a modalidade esportiva tem menor chance de contágio da Covid-19, causada pelo novo coronavírus, por conta do distanciamento natural entre os jogadores na quadra e também pela ausência de aglomeração, tão comum em esportes coletivos. 
Imagine a comemoração do praticante veterano, Roberto José Carrieri Jr., conhecido como Beto Carrieri, 59 anos, que é adepto do tênis há 49 anos! Desde que o Tênis Clube de Presidente Prudente reabriu suas portas, ele e os amigos voltaram a jogar todas as tardes de segunda, quarta e sexta-feira. Antes disso, com o clube fechado, estavam jogando numa quadra alugada na vizinha Álvares Machado.
“Voltamos à rotina de treinos, entretanto, ninguém fala em torneios. Acredito que só no fim do ano. Aprendi jogar tênis no Internacional de Regatas, em Santos [SP], com 10 anos, e nunca mais parei. Tênis é uma paixão antiga, hoje jogamos mais por diversão do que competição. Nossa diversão é fazer o adversário correr atrás da bola [risos]. Mas a base do tênis é um tripé entre técnica, condicionamento e estado emocional. É preciso ter os três. Faltou um, dançou [risos]”, comenta o administrador de empresas, hoje funcionário público estatutário aposentado pelo Daesp (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo).
O empresário Marco Aurélio Alegre, 35 anos, é mais um exemplo de paixão pelo tênis. Ele joga apenas há 32 anos, ou seja, se apaixonou pela raquete aos 3 aninhos de idade. “Durante a pandemia ficamos um tempo sem jogar, mas que bom que o clube voltou com o tênise os condomínios também”, comemora o empresário.

Com liberação, procura cresceu

De acordo com o presidente do TCPP, Celmir Norbiato, 56 anos, devido à liberação da modalidade pelo governo estadual, a procura pelas quadras aumentou neste período. Segundo ele, para receber os associados foram implantados no clube todos os protocolos de segurança, como aferição de temperatura na entrada do clube, utilização obrigatória de máscara e álcool gel. Enfim, todos os cuidados necessários pedidos pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para evitar a transmissão do vírus.
Celmir destaca dentre as muitas atividades que precisaram ser canceladas no clube por conta da pandemia, o PP Open, importante torneio sempre realizado em seis etapas, uma a cada fim de semana por mês, de abril a setembro. E também as provas de tiro que ocorrem no stand do clube, que é o único da região autorizado pela Federação Paulista de Tiro. 
“Acho que a parte pior já passou e acredito que em breve tudo voltará ao normal. E nossa expectativa com isso é de que ganharemos muitos sócios, uma vez que, todos estão cansados de ficar em casa e o clube é um excelente lugar para fazer novas amizades e o social também”, ressalta o presidente do TCPP.

Novos praticantes na Apea chegam a 50%

Marcio Augusto Rabelo, diretor de esportes da Apea (Associação Prudentina de Esportes Atléticos), também destaca a procura maior pelo esporte no clube. Seguindo os mesmos protocolos de prevenção determinados pelo governo do Estado de São Paulo e orientações da OMS, quando o clube reabriu a busca pelo tênis teve um ganho de aproximadamente 50%.
“Por manter a distância entre as pessoas e não tendo contato não tem lesões, isso contribuiu no interesse maior em aprender o esporte. A frequência está muito boa. Todas as pessoas que entram no clube têm sua temperatura aferida, uso de máscara é obrigatório, disponibilizamos álcool em gel em todos os setores. As aulas de tênis são individuais e com hora marcada”, salienta o diretor.

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