Todos temos responsabilidade

EDITORIAL - DA REDAÇÃO

Data 16/04/2023
Horário 05:21

Enquanto todas as pessoas não se conscientizarem de seus papéis de cidadãs, arregaçarem as mangas e começarem a fazer a sua parte, dificilmente conseguiremos nos livrar de tragédias que poderiam ser evitadas, mas que, pela inércia de muita gente, continuam vitimando crianças, jovens, adultos e idosos. E não importa a classe social, o bairro em que mora, a faixa etária. Basta um vizinho ser displicente e pronto. A tragédia anunciada está instalada.
A quantidade de pessoas infectadas pela dengue em Presidente Prudente e região tem se tornado um grande desafio para os municípios. Unidades de saúde lotadas, assim como hospitais particulares, moradores apavorados com um inseto tão minúsculo, mas capaz de causar enormes infortúnios, sendo o menor deles dores terríveis pelo corpo, na cabeça, dores abdominais, e todas as consequência inerentes a elas, como falta no trabalho, na escola, enfim, dias na cama tomando soro. Em casos mais sérios, os pacientes precisam ficar internados, monitorando o sobe e desce das plaquetas, com familiares e amigos orando para a doença não evoluir para quadros piores.
Recentemente, em Prudente, outra doença terrível, também transmitida por um inseto, mas o mosquito-palha, foi detectada pela primeira vez em 2023 em humano. Trata-se da leishmaniose visceral, com grau de letalidade muito maior do que a dengue. Mosquitos, insetos e animais peçonhentos, como o escorpião, que também tem tirado o sono de muitas pessoas, precisam ser evitados por meio de nossas ações. O aracnídeo fez uma vítima fatal recente na região. Infelizmente, uma menina de apenas 8 anos morreu após picada de escorpião em Presidente Epitácio nesta semana. 
O que mais precisa acontecer para as pessoas pararem de delegar a sua responsabilidade para outrem? Claro que o poder público tem seu dever de zelar pela saúde e bem-estar da população. Mas esta também precisa fazer a sua parte, sem esperar que todos os seus problemas sejam magicamente resolvidos sem que mova uma palha.

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