Tráfico de drogas: situação “controlada” em Prudente

Delegado de Polícia Civil traz panorama do comércio ilícito, inclusive no período de pandemia

PRUDENTE - ROBERTO KAWASAKI

Data 12/11/2020
Horário 08:15
Arquivo - Marcelo reforça parceria entre polícias Civil e Militar
Arquivo - Marcelo reforça parceria entre polícias Civil e Militar

O tráfico de drogas é uma realidade presente em todos os municípios brasileiros, situação preocupante devido ao envolvimento cada vez mais frequente de jovens neste meio. Em Presidente Prudente, o trabalho desenvolvido pelas polícias tem contribuído para um controle do comércio de entorpecentes, resultado das apreensões e prisões dos responsáveis pela distribuição das drogas. 
De acordo com o delegado Marcelo Quevedo Minari, titular da 2ª Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) da Deic-8 (Divisão Especializada em Investigações Criminais), a cidade possui uma “situação controlada” em relação ao comércio, mesmo no centro da rota do tráfico. “A situação atual é melhor do que no passado em razão da especialização das polícias em referido trabalho, tudo com uso de tecnologia e aprimoramento das técnicas investigativas específicas”, explica.
A autoridade ainda lembra do “trabalho de fôlego” desenvolvido pelas polícias Civil e Militar no cumprimento de prisões em flagrantes e temporárias, que contribuem para a abertura de inquéritos e eventual condenação dos infratores por meio de denúncia ao Ministério Público. Nos últimos meses, por exemplo, a delegacia especializada esteve à frente de diversas operações que levaram diversos investigados à prisão. 
Dentre as quais estão as operações Xeque-Mate, Perfídia e Taric, presididas pela delegada Adriana Ribeiro Pavarina Franco, da 2ª Dise, que também colocou na prática ações que resultaram em prisões em flagrante. Na Perfídia, por exemplo, deflagrada em junho deste ano, houve o cumprimento de mais de 30 prisões temporárias na região de Presidente Prudente, inclusive de um policial militar - detenções que contribuem para desestruturar esquemas que envolvem o tráfico de drogas não apenas regional, mas também em nível interestadual.

AS NEGOCIAÇÕES OCORREM POR APLICATIVOS DE MENSAGENS E ATÉ MESMO DENTRO DO ESPAÇO DE JOGOS ONLINE
Marcelo Quevedo Minari

Tráfico na pandemia

Isso porque em muitas das operações os policiais chegaram a criminosos de Estados vizinhos, como no Mato Grosso do Sul. De acordo com o titular da 2ª Dise, a droga que chega à capital do oeste paulista vem do Paraguai pela rota sul-mato-grossense, sendo a maconha a mais comum. Com contatos “afinados” dentro do sistema prisional, os transportadores cumprem com o serviço, mas na maioria das vezes acabam sendo detidos antes mesmo da entrega.
Esta tem sido uma realidade bastante frequente, até mesmo durante o isolamento social. Ou seja, o comércio de ilícitos continuou em funcionamento mesmo no ápice da pandemia do coronavírus, o que mostra que o tráfico permaneceu sendo alimentado. Nesse período, houve a interceptação do transporte de drogas dentro de Prudente, no formato “delivey” – uma alternativa que já era usada anteriormente, mas que se tornou mais frequente. 
De acordo com o delegado, as negociações ocorrem por aplicativos de mensagens e até mesmo dentro do espaço de jogos online. “Nossas preocupações são com novos jovens que venham ser iniciados em referido consumo”, lembra Minari, que cita as drogas sintéticas como tendência futura neste meio, geralmente comercializadas em bairros universitários. Diante deste cenário, a Polícia Civil tem buscado diferentes técnicas para prender traficantes, coibir a prática, tanto da venda, quanto do consumo – ações que contribuem para o “controle” do comércio ilícito na cidade. 

Foto: Polícia Civil/Arquivo

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