Uma realidade longe do fim

EDITORIAL - DA REDAÇÃO

Data 19/12/2023
Horário 05:12

Já ouviu aquela frase: não é fácil ser mulher. Por diversos motivos: pelo fato do mundo ser mais patriarcal, machista. Por acharem sempre que a mulher é um sexo frágil, incapaz de certas atividades e responsabilidades. Porque a mulher é perseguida, não consegue andar na rua em paz. Porque ela é julgada a todo instante, seja pelo seu comportamento, por suas falhas, tanto no trabalho como em casa. Isso tudo, acumulado com a culpa que elas já carregam dentro de si por inúmeros motivos. E olha, que a culpa nem é delas. E sim, desta sociedade que invalida e cala muitas vezes as vozes femininas.

Que bom que a luta para que a mulher seja respeitada em todos os aspectos cresce cada dia mais e há boas representantes por aí para reafirmarem todos os dias que elas são capazes e podem ser e fazer aquilo que decidirem.

Porém, o fim desta luta está longe ainda, infelizmente. Muitas mulheres são ameaçadas e agredidas diariamente por diversos motivos, esteja ela em qualquer ambiente: em casa, na rua, no shopping ou em um bar. Um caso chamou a atenção neste fim de semana. Como publicado neste diário, uma mulher, 34 anos, acusa um ex-policial militar, de 48, de agressão, fato este que, segundo Boletim de Ocorrência, teria ocorrido na madrugada de sábado, no Jardim Barcelona, em Presidente Prudente. Conforme o documento, a vítima estaria em um bar, por volta da 1h, quando foi atacada pelo homem com chutes na cabeça, tapas e socos no rosto. Um vídeo que supostamente seria referente ao caso circula nas redes sociais.

Uma triste realidade, que nada, absolutamente nada, justifica tal barbaridade.

Que ainda consigamos ver um mundo justo, de paz, sem guerra, com mulheres indo e vindo sem saber se chegarão inteiras em casa após mais um dia na labuta.

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