Sujeira de Cachorro nas Ruas de Prudente

​O Espadachim, um cronista mascarado, como quase todo mundo hoje em dia.

CRÔNICA - Sandro Villar

Data 08/05/2020
Horário 06:28

Seguinte, turma: sujeira de cachorro não é bem o que o ínclito cidadão aqui queria dizer. Optei pela expressão porque achei que seria desagradável - para não dizer de mau gosto - falar o Português claro. Ou escuro, sei lá, dona Lalá! Ao contrário dos gatos, a cachorrada não esconde o que - oh, céus, como direi? - expele sob a cauda, se é que posso dizer assim.

Não é por nada não, alcaide Bugalho, mas o que tem de rua com montes e mais montes de excrementos caninos (boa esta, hein?), em Prudente, é de espantar o doutor Teich, que vem a ser o ministro da Pandemia, isto é, da Saúde. Mas, pensando bem, Teich já é um espanto com aquela cara de membro da Família Addams.

Talvez seja o caso de o prefeito fazer um decreto deixando claro que as pessoas que levam seus cães para passear devem também carregar saquinhos plásticos para recolher as fezes da cachorrada, como acontece em São Paulo. Se já existe uma lei que trata disso, queiram me desculpar.

Vou citar, por exemplo, a Rua das Palmeiras, nas imediações da Avenida Ana Jacinta, na Cohab. Em muitos trechos da rua, o pedestre dá de cara com muita "titica" de cachorro. Pisa em cima e leva bronca da mulher quando ela vê o sapato sujo . Há "titica" mais fina. Já outras são mais volumosas e grossas, dando a impressão de que ali defecou um filhote de elefante.

 Desculpem-me a franqueza, mas isso não pode acontecer numa cidade bonita e importante como Presidente Prudente. Os donos de cães deveriam se conscientizar e providenciar eles mesmos a limpeza. Basta levar saquinhos de plástico ou o que achar adequado. Quer ter cachorro? Então, por favor, use luva, coloque a "mão na massa" e bote a "sujeira" no saquinho. Do jeito que está não pode ficar.

Cachorro não quer nem saber. Deu vontade de "expelir", manda ver onde estiver. Sua "esposa", a cadela, também não está nem aí e, por falar nisso, os gatos são mais higiênicos e discretos em comparação com a cachorrada. Um exemplo da higiene é que os bichanos escondem suas "tirinhas" jogando areia por cima.

Seria interessante saber se os transeuntes podem ser contaminados por doenças causadas por bactérias alojadas nas "titicas" de cães. Pombo a gente sabe que é perigoso. Suas fezes transmitem, por exemplo, moléstias que afetam os pulmões.

Com a palavra, os infectologistas e pneumologistas. Ah, sim: também com a palavra a limpeza pública, que hoje mesmo já poderia começar a limpar a Rua das Palmeiras, onde não tem palmeiras, mas tem palmeirenses. 

P.S.: É de lascar essa mania de chamar animal de estimação de "pet". E o sujeito que leva cachorros para passear é chamado de "dog walker". Isso tem nome: complexo de vira-lata. Colonização também nisso já é demais.

 

DROPS
Ninguém se salva sozinho.

(Papa Francisco)

Não há lunáticos na Lua.

Não há Iranildos no Irã.

Responda com calma: o Brasil é uma xícara sem asa ou uma mala sem alça?

 

 

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