11 de janeiro de 2017 às 08h42 - Editorial
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Pais devem estar atentos à importância de imunizar seus filhos contra o HPV

 

Postos de saúde de todo o país iniciaram, na última semana, a vacinação de meninos entre 12 e 13 anos, contra o HPV – o vírus do papiloma humano, que é sexualmente transmissível e causa uma série de doenças. A vacina, antes disponível apenas para meninas, deve ser aplicada em duas etapas, sendo que a segunda dose se dá seis meses após a aplicação da primeira. Já em rapazes de 9 a 26 anos que vivem com HIV (vírus da imunodeficiência humana), o esquema vacinal é de três doses, com intervalo de dois e seis meses. A meta, conforme já anunciado pelo Ministério da Saúde, é ampliar a faixa etária gradativamente, até 2020.

Em Presidente Prudente, cerca de 3 mil doses da vacina estão sendo disponibilizadas em todas as unidades municipais de saúde. Não há uma meta de imunização. O pedido da VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal) é que todos os meninos pertencentes ao público-alvo procurem uma unidade mais próxima de suas residências para obter a proteção do vírus.

Apesar da ampla divulgação na mídia, inclusive através de campanhas, muitas pessoas ainda desconhecem o HPV. E o pior, não se preocupam com os riscos que ele traz à saúde.  O HPV é capaz de infectar a pele ou as mucosas e possui mais de 100 tipos. Deste total, pelo menos 13 têm potencial para causar câncer.

Os meninos devem receber a vacina para se proteger contra o câncer de pênis, ânus e garganta, além das verrugas genitais. Mas também por serem os responsáveis pela transmissão do vírus para suas parceiras, que podem ter câncer de colo de útero e vulva, entre outros.

Alguns adultos até sabem do perigo do HPV, mas acabam ficando com medo de levar o filho ou a filha para tomar a vacina, e acabar estimulando o início da vida sexual dos adolescentes. O que não é verdade. Vacinar os jovens contra doenças infectocontagiosas é um dever dos pais e não tem influência na decisão de ter ou não atividade sexual.

Com ou sem vacina, mantenha sempre o diálogo dentro de casa. Converse abertamente sobre o tema. Fale dos cuidados, dos riscos, leve-os a ter confiança. Quando um adolescente decide ter uma relação sexual o faz independente de ter ou não recebido a vacina necessária. O melhor então é deixá-lo sempre orientado e prevenido.