“Renasci aos 63 anos”,  afirma Vicentini Gomez sobre luta contra a Covid

Hoje negativo para a doença, o autor, ator, produtor, diretor e cineasta prudentino comenta sobre os momentos de dificuldades vividos depois do diagnóstico

PRUDENTE - GABRIEL BUOSI

Data 23/12/2020
Horário 06:15
Foto: Reprodução 
Vicentini venceu a Covid-19 aos 63 anos
Vicentini venceu a Covid-19 aos 63 anos

Aos 63 anos, o autor, ator, produtor, diretor e cineasta prudentino, Vicentini Gomez, afirma estar começando uma nova história, um “renascimento”, após passar por momentos difíceis com o diagnóstico da Covid-19. Hoje negativo para a doença, Vicentini segue com a prática de exercícios físicos diários, e fisioterapias, para voltar o quanto antes à sua rotina. “Muita gente não está acreditando e a coisa é séria. Esta é uma doença que não nos deixa respirar e por dois dias fiquei, mesmo que por poucas horas, com um respirador para auxiliar a respiração. É uma doença traiçoeira e mortal, mas eu renasci”.
Em seu depoimento, Vicentini afirma que desde que começou a pandemia se recolheu e cumpriu com todos os protocolos anunciados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) médicos especialistas. Ressaltou que, por medo, até mesmo dentro do carro, sozinho, dirigindo, usava a máscara e quando a tirava, mantinha o distanciamento indicado de pelo menos dois metros. “Um dia, em um sábado, comecei a sentir dores no corpo e tossir. Todos os sintomas de uma sinusite, sendo que na segunda-feira marquei de ir à otorrino e a médica que me atendeu diagnosticou que os sintomas eram realmente de sinusite”.
Mesmo medicado, por precaução, pediu para realizar o exame da Covid-19, que apontou para positivo para a doença dias depois. Vicentini afirma que, naquele momento, entrou em pânico, já que se encontrava desempregado e sem plano de saúde, mas ressaltou que encontrou nos amigos o socorro que tanto precisava. “Fui encaminhado para o hospital e foram oito dias de luta, de resistência, de orações, de inúmeros medicamentos, de entrega aos médicos e muitas perguntas”. 
Diante de todo o cenário encontrado hoje no país, ele expõe que nos momentos de dificuldades durante o tratamento, chorou sozinho no quarto, “molhando o travesseiro com as lágrimas vertidas”, e comentou que é tempo de viver uma nova vida: a vida do renascimento, de dizer mais vezes “eu te amo”, de rever conceitos estagnados e ultrapassados e de repensar caminhos. “Estou ansioso esperando a vacina, continuarei seguindo todos os protocolos e ficarei muito mais atento para possíveis vacilos. Esse vírus é mortal e machuca muito, deixa sequelas e muitas dores. Que a vida seja mais leve”. 

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