8 empresas e uma associação querem se instalar no CIT

Considerado um sucesso pelo secretário de Turismo de Prudente, “distrito turístico” já é aguardado ansiosamente por empresários locais do ramo

VARIEDADES - MARCO VINICIUS ROPELLI

Data 10/06/2020
Horário 09:00
Cedida - Diretoria da Associação de Produtores de Batata Doce está empolgada com o projeto Foto: Cedida - Diretoria da Associação de Produtores de Batata Doce está empolgada com o projeto

Com olhos voltados às vantagens que o CIT (Centro de Integração Turística) trará ao ramo turístico e de eventos à capital do oeste paulista e à região, o secretário municipal de Turismo de Presidente Prudente, José Fábio Sousa Nougueira, afirma que se o “distrito turístico” fosse legalizado hoje, oito empresas e uma associação estariam prontas para se instalarem no local. “Já é um sucesso”, garante.

As empresas citadas por Fábio são legitimamente prudentinas (um critério indispensável): Ponto Acústico, Monteiro Formaturas e Eventos, Noya Eventos, Mello Som e Produções, Proart, Gil Tendas, Cervejaria 018 e Solução Eventos. Há, também, a Associação de Produtores de Batata Doce, que tem se destacado nos últimos dois anos com a Batatec, feira com reconhecimento internacional. O secretário afirma que 11 empresas serão abrigadas no CIT no momento inicial, mas a capacidade poderá ser ampliada, chegando no futuro, até em 30 empreendimentos.

Outra novidade em relação ao CIT é que até a próxima quarta-feira, dia 17, segundo o secretário, a Setur (Secretaria Municipal de Turismo) estará instalada em um dos prédios do atual Recinto de Exposição Jacob Tosello. Nougueira afirma que a mudança de sede pretende dinamizar e fazer com que, acompanhando de perto, o importante projeto com o qual trabalham, o CIT, avance bem. 

“ONZE EMPRESAS SERÃO ABRIGADAS NO CIT NO MOMENTO INICIAL, MAS A CAPACIDADE PODERÁ SER AMPLIADA, CHEGANDO NO FUTURO, ATÉ EM 30 EMPREENDIMENTOS”

José Fábio Sousa Nougueira

“Quando foi criada a Cidade da Criança, o prefeito da época, o Agripino, sugeriu que a Secretaria de Cultura e Turismo [eram unidas na época] fosse transferida para lá. A segunda experiência parecida foi quando inauguramos o Centro Cultural Matarazzo e realocamos a Secult [Secretaria de Cultura], muitos diziam que o Matarazzo seria um ‘elefante branco’, mas acompanhamos de perto, e não foi”, enfatiza Fábio. É com base nestas ações de sucesso que, conforme ele, a Setur mudará de endereço.

Setor privado está confiante

A primeira secretária da Associação de Produtores de Batata Doce, que também é produtora, Cláudia Prandini, 51 anos, diz que a instalação da associação no futuro CIT seria “muito bom”. “Estamos em busca de um espaço desde que começamos. O CIT vai cair como uma luva, já que em nosso pensamento, temos espaço para exposição e para venda da batata doce à população”, ressalta.

Cláudia lembra que o sucesso da Batatec, com apenas duas edições, surpreendeu até os produtores pelo destaque, que superou os limites geográficos da região e ganhou todo o país e até parte do mundo e associa o evento à questão turística. “Não só o produtor, mas a região toda se beneficia, como a indústria, o comércio e o turismo. Nos dias da exposição, os hotéis ficam lotados. Há uma gama de fatores positivos, como movimento em aeroportos, táxis, motorista por aplicativo, além da gastronomia”, detalha.

Outra empresa que demonstra grande interesse e diversas ideias para o “distrito turístico” é a Cervejaria 018. O diretor e mestre cervejeiro da empresa, Murílio Cassis, afirma que vê uma grande oportunidade de trazer mais pessoas para a cidade, pessoas que ainda não conhecem a estrutura da cervejaria, expandindo, por conseqüência, o mercado regional. “A intenção é criar um polo cervejeiro”, explica.

“A ideia é começar com uma pequena operação de armazenamento e distribuição e no futuro instalar lá um bar e um restaurante que poderá atender pessoas durante os eventos turísticos que serão corriqueiros no CIT”, diz. Vale lembrar que a utilização atual do recinto é bem restrita, baseando-se na anual Expo Prudente.

Murilo propõe, inclusive, depois de consolidado o polo cervejeiro prudentino, a realização de eventos como o Oktoberfest, ou festivais de verão e inverno, a exemplo do que já ocorre em cidades catarinenses e em Belo Horizonte (MG).

Arquivo

Murilo Cassis almeja um polo cervejeiro em Prudente e pensa até em Oktoberfest

 

 

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