A Serpente do Nilo

DignaIdade

COLUNA - DignaIdade

Data 20/10/2020
Horário 06:05

A rainha egípcia Cleópatra já foi motivo de vários filmes rodados ao redor do mundo e muitas beldades de suas épocas interpretaram a lendária rainha. Dentre elas, a ruiva belíssima Rhonda Fleming deu vida ao personagem em uma produção B típica dos anos 50 e que foi exaustivamente exibida nas Sessões da Tarde do passado: “A Serpente do Nilo”. Produzido em 1953 e dirigido por William Castle em apenas 12 dias, o filme não tem quaisquer pretensões históricas, e sim, apenas mostrar uma divertida história em coloridíssimo Technicolor. Após a morte de Júlio César, a Rainha Cleópatra (Fleming) se envolve com o poderoso general Marco Antônio (Raymond Burr), seu provável sucessor. No entanto, a curvilínea egípcia estava de olho em Lucílio (William Lundigan) que logo percebe que ela não é a melhor coisa para o Egito, e muito menos para Roma. Aventura camp como uma colorida festa à fantasia, e com Rhonda escondendo sua bela cabeleira ruiva sob uma peruca de Cleópatra. A estrela Rhonda Fleming faleceu recentemente em 14 de outubro aos 97 anos de idade. 

“As benzedeiras e a cura pela fé”

“Leva esta criança para benzer que ela está com quebranto”. Esta frase deve fazer muita gente voltar ao passado e lembrar-se das antigas benzedeiras dos bairros. Em pequenos rituais, a simplicidade cultural reunia elementos poderosos: água, um galho ou ramo, um sinal da cruz, uma oração e muita fé. As antigas benzeções não ficaram totalmente enterradas no passado, pois apesar dos avanços científicos, muitas tradições, costumes e ações religiosas e culturais permanecem vivos no imaginário popular. Nas periferias das grandes cidades, nas pequenas cidades do interior e na zona rural, o ato de benzer é ainda um remédio bastante efetivo na cura de várias condições: vento virado, espinhela caída, cobreiro, mau olhado, peito arrotado, arrochamento, enchume do ventre. Sempre haverá uma palavra de fé, uma benção poderosa e uma energia positiva que influa nas evoluções destas condições que a própria medicina tradicional tem dificuldade sequer de definir. A fé na cura e a cura através da reza não são elementos opositores à medicina tradicional e à ciência. Podem muito bem ser somados. O médico não precisa torcer o nariz para a benzeção e a benzedeira não vai contradizer ou substituir os avanços terapêuticos. A erudição, o conhecimento científico e a contemporaneidade não devem digladiar com a oração, com a fé e com os costumes antigos. Na realidade, a ciência precisa ter um olhar enternecedor sobre as benzedeiras. As benzedeiras dos velhos tempos não cobram, pois não há preço para fazer o bem. Encaram a tarefa como um dom e uma missão e recebem a distinção social de sua comunidade. Energias positivas e afeto são curativos. Eles podem vir através do bisturi e da receita médica, assim como pelo olhar acalentador dos pais, a mão parceira de um amigo, as palavras proferidas dentro das religiões e pelos sinais das benzedeiras.

Dica da Semana

DVD – Filmes 

Filmes sobre Cleópatra: 
38 produções sobre Cleópatra já foram realizadas. Algumas nem existem mais, como a famosa versão muda com Theda Bara de 1917. As melhores das antigas: “Cleópatra” (1934), de Cecil B. DeMille com Claudette Colbert; “César e Cleópatra” (46) de Gabriel Pascal com Vivien Leigh; “Duas Noites com Cleópatra” (53), produção italiana com Sophia Loren; “Legiões do Nilo” (59) com Linda Cristal; “O Sepulcro dos Reis” (60) com Debra Paget; “Cleópatra, a Rainha de César” (62) com Pasquale Petit; e a mais famosa de todas, “Cleópatra”, produção da Fox de 1963 dirigida por Joseph L. Mankiewicz e estrelada por Elizabeth Taylor, Richard Burton e Rex Harrison.
 

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