Amorterapia: um projeto a pacientes com câncer

Atendimentos, realizados todas as terças, é uma iniciativa do Instituto Harpia, com apoio emocional e terapêutico

PRUDENTE - OSLAINE SILVA

Data 11/06/2021
Horário 08:00
Foto: Cedida
Kleber Fervença é o responsável pedagógico do instituto
Kleber Fervença é o responsável pedagógico do instituto

Todas as terças-feiras, o Instituto Harpia de Presidente Prudente promove o Projeto Amorterapia, que busca cuidar de pessoas que estão enfrentando o câncer e, além disso, passando essa pandemia, iniciará atendimento também com as famílias e os cuidadores, pois segundo os administradores, quem cuida normalmente adoece. Logo, precisa igualmente de apoio emocional e terapêutico. 
É o que explica o psicanalista, terapeuta integrativo com especialização em Luto, Kleber Fervença, que é o responsável pedagógico do instituto. “A gente sabe que quem sofre com câncer faz tratamento, passa normalmente por hormonoterapia, radioterapia ou quimioterapia e nós queremos irradiar o amor que eu acho que é o que falta e é o que pode mudar realmente a vida desses pacientes. Aqui eles vão receber amor em forma de trabalho, de atenção, de ajuda...”, garante Kleber.
Ele explica que o Projeto Amorterapia é uma iniciativa do Instituto Harpia, que é responsável por dar formações terapêuticas em Prudente, seja integrativa hipnoterapia, de aconselhamento familiar, barras de accssess, enfim nas mais variadas áreas. Junto com o instituto, tem a AINTTER (Associação Interamericana de Terapeutas), que é que tem o local e cede as salas para fazer esse atendimento gratuito às pessoas que estão em tratamento ativo de câncer, sejam homens ou mulheres, independente de idade.

Como funciona o tratamento

Kleber explica que os terapeutas que já se formaram, que já estão em atuação dentro de sua abordagem, fazem a doação de pelo menos uma hora semanal do seu atendimento. Hoje mais de 20 fazem esse trabalho de forma individualizada, onde a pessoa interessada no tratamento vai receber as terapias alternativas ou complementares, como a aromaterapia, a terapia integrativa que é feita realmente como um processo terapêutico, as barras. 
“Enfim, cada linha vai oferecer aquilo que for melhor para o caso específico daquele paciente. Procurando não só a integridade psíquica que muitas vezes está abalada, porque a maior parte deles tem o desgaste físico, emocional, mental, como também na colaboração do combate ao câncer, aos efeitos colaterais. Por exemplo, para enjoo, dor de cabeça, falta de apetite, dentre outros efeitos colaterais. O trabalho é feito para tentar dar uma melhorada de vida num todo”, expõe.

O que fazer para integrar o projeto

De acordo com o responsável pedagógico do instituto, são duas as exigências para poder participar desse projeto. Primeiramente que a pessoa doe cinco quilos de alimento. Por quê? Porque quando a pessoa está mal, ela acredita que não pode fazer nenhum tipo de bem, e a entrega do alimento é justamente para começar a demonstrar o contrário. 
“Então, não importa como eu esteja, eu ainda assim consigo fazer o bem para o outro. E nesse tempo de pandemia muito mais. E esses alimentos a cada mês são doados para uma entidade social da cidade. O segundo ponto que pedimos é o comprometimento com os três meses de tratamento que é o tempo mínimo. Se em três meses a gente tiver uma evolução que a gente considere importante, encerramos o tratamento desse paciente e damos chance para outro. Caso ele não tenha obtido o progresso desejado, damos uma continuidade a ele”, salienta Kleber.

SERVIÇO
Interessados pelo atendimento do serviço podem fazer a inscrição pelo link https://forms.gle/sNze8qWWQ5gatGbp9 ou para mais informações ligar no número (18) 3238-0219, WhatsApp (18) 92000-3848. Quer conhecer um pouco mais sobre o Instituto Harpia, acesse www.institutoharpia.com, siga a página no Instagram: @instituto_harpia. O endereço é Rua Ângelo Calabretta, 473, Jardim Bela Daria, Presidente Prudente.

Divulgação

 


 

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