Cirsop recebe Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos

Reunião na tarde de ontem apresentou o documento que norteará a situação de 10 municípios participantes e que buscam agora implantar o projeto

PRUDENTE - GABRIEL BUOSI

Data 30/09/2020
Horário 08:14
Marcos Sanches - Entrega do plano ocorreu na tarde de ontem, em Prudente
Marcos Sanches - Entrega do plano ocorreu na tarde de ontem, em Prudente

Ocorreu na tarde de ontem, em Presidente Prudente, a entrega do Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos ao Cirsop (Conselho Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Oeste Paulista). O texto-base, que envolve 10 municípios participantes, entra agora em situação de consulta pública, quando poderá ser melhorado com críticas e sugestões, para, em seguida, passar por uma consulta pública que o valide, o que deixará o plano apto para a futura implantação. “Qualquer lixo a céu aberto traz comprometimentos ao meio ambiente em diversas magnitudes. Os benefícios do projeto na questão dos resíduos são imensuráveis ao meio ambiente e também no aspecto social”, aponta o diretor-executivo do consórcio, Mateus Martins Godoi.
O projeto foi elaborado pela FCT/Unesp (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista) de Presidente Prudente. De acordo com o coordenador geral da equipe por trás de toda a pesquisa e elaboração, Fernando Okimoto, o gerenciamento de resíduos é uma “coisa complicada”, de forma que não é possível apresentar uma solução já “para amanhã”, mas sim, com o projeto, apontar propostas com o desenvolvimento de 78 ações e que deverão ser implantadas ao longo dos anos para a solução do problema regional. 

Educação ambiental

“Isso envolve, por exemplo, a educação ambiental e fortalecimento do próprio consórcio. Estabelecemos um cenário de referência que deve ser seguido, e a cada ano, as ações serão instaladas de uma forma sistêmica para que o resultado final seja satisfatório”, aponta o professor responsável pelo grupo. Ele lembra que a lei é clara em relação aos resíduos sólidos, que não podem ser aterrados, mas sim os rejeitos, e afirma que este é um grande problema para todos os gestores, visto que, na verdade, os caminhões possuem resíduos. “Supostamente, a solução é separar tudo o que for possível e levar para o aterro apenas o que for rejeito”. 
O relatório procurou e apontou ainda os potenciais locais, na área de abrangência dos 10 municípios participantes, que futuramente poderão abrigar o projeto para a disposição dos materiais. A escolha será feita em data oportuna. Para finalizar, o diretor-executivo do consórcio, Mateus Godoi, afirmou que este foi um passo “gigantesco para a solução do problema com resíduos da região”, de forma que o desafio agora será a execução de todo o projeto. “O que precisamos é fortalecer o consórcio para que haja o seguimento do trabalho, que se tornará referência estadual”, aponta.

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