GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

FCT/Unesp desenvolverá projeto para identificar melhor local e tecnologia para implantação do aterro regional

REGIÃO - MARCO VINICIUS ROPELLI

Data 26/10/2019
Horário 06:12
Marcos Sanches/Secom - Representantes do consórcio intermunicipal e da FCT/Unesp se reuniram na diretoria da universidade
Marcos Sanches/Secom - Representantes do consórcio intermunicipal e da FCT/Unesp se reuniram na diretoria da universidade

“É o primeiro projeto de gestão de recursos sólidos deste porte no Estado de São Paulo”, afirma o vice-diretor da FCT/Unesp (Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista), campus de Presidente Prudente, Aldo Eloizo Job, ao referir-se ao aterro regional que está sendo esboçado pelo Cisorp (Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Oeste Paulista) e a própria universidade.

Aldo se pronunciou após reunião entre representantes da FCT e diretores do consórcio, do qual é presidente o prefeito prudentino Nelson Roberto Bugalho (PTB). A reunião selou o acordo entre as duas instituições. A partir de agora, a Unesp, seus professores e pesquisadores, se empenharão na formulação de um projeto que tem por objetivo apontar questões acerca do local onde deve ser instalado o aterro, a tecnologia a ser empregada no tratamento dos resíduos e a viabilidade de um aterro próprio ou terceirizado.

“Temos que elaborar um plano regional, pois os municípios possuem diferentes demandas e necessidades. Ninguém na região melhor que a Unesp para realizar esse estudo, além de ser uma solução barata”, enfatiza Bugalho. Atualmente, 10 cidades fazem parte do consórcio intermunicipal: Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Paraguaçu Paulista, Presidente Bernardes, Presidente Prudente, Rancharia, Santo Expedito, Regente Feijó e Santo Anastácio.

PREVISÃO INICIAL

NÃO SERÁ CUMPRIDA

Em fevereiro deste ano, a previsão do prefeito e presidente do Cisorp era que o aterro estaria finalizado no segundo semestre de 2020, como noticiou O Imparcial à época. No entanto, a data foi alterada durante a reunião de ontem, sem que uma nova fosse definida. Conforme Bugalho, isso só será possível depois de pronto o projeto que será desenvolvido pela Unesp, o que ocorrerá entre março e abril do próximo ano. “O atraso se deve à indefinição da cidade de Marília em relação ao Cisorp. Na última reunião decidimos excluí-la do consórcio”, destaca.

BENEFÍCIOS

DA PARCERIA

Aldo aponta que os benefícios da parceria são inúmeros, desde a universidade, que terá seu nome envolvido em um importante projeto de extensão, além de bolsistas de pesquisa que serão financiados pelo Fundunesp (Fundação para Desenvolvimento da Unesp). Para a região, os benefícios são diversos, desde a modernização do oeste paulista a uma tendência mundial, o cuidado com resíduos sólidos, até mesmo o combate a doenças como a dengue, zika e leishmaniose, já que o sucesso do projeto dependerá de políticas educacionais sobre a correta destinação do lixo.

 

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