Igualdade

OPINIÃO - Marcos Alves Borba

Data 17/06/2020
Horário 04:22

Igualdade não é igual à justiça. Pois bem, se elencarmos o quanto fatos e situações que nos colocam em debate, creio que o século XXI ainda está longe de nos dar um resultado favorável a nossa existência. E até por pura ignorância desacerbada, sentimos uma infantilização arraigada a muitos e que ainda não aprendemos, pois estamos longe de valores e conceitos que pregam outra realidade. E hoje vivenciamos muitas situações adversas e duas pelo menos nos cobram um destino. 

Dias atrás me deparei com um post bem criativo. Muito claro daquilo do que ainda não entendemos e muito menos aprendemos a lidar: as diferenças. Mesmo de maneira diferenciada, por se tratar de figuras com animais, vi de forma muito salutar as nossas manias e crendices. Ali, me deparei com várias espécies de animais (elefante, leão, cobra, cavalo e etc.) e, que diante de uma enorme árvore, seu instrutor lhes preparava para um teste de avaliação, dizendo-lhes: pois bem, quem será o primeiro a subir na árvore?

Fazendo uma analogia, isso praticamente remete à situação de nossos queridos jovens que estão rumo a um vestibular, podendo depois dali, caso consigam seus resultados positivos, ingressarem a uma tão sonhada e solicitada universidade ou faculdade. Mas antes disso, vem o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), mais um desafio antes de qualquer vestibular. O Enem promove a igualdade, mas é uma prova extremamente injusta.

E desde quando muitos de nós estamos de maneira considerável e moderada, falando de nossa educação, que está longe de ser uma das melhores entre países que se beneficiam de resultados extraordinários, devido sua evolução e que já se identificam com seus alunos ligados a sua área de interesse. É, talvez, ainda não seja a nossa hora!

Esse post criativo ainda nos remete a outra situação, de que somos uma sociedade injusta, infelizmente, pois julgamos muitos por seus credos, suas cores, suas raças, suas independências, podendo assim, nos sentirmos totalmente apequenados, por não termos discernimento que quando formos para o buraco, seja ele pequeno, grande, florido, em porcelanato e etcetera, o destino, sem dúvidas, será o mesmo a todos nós. E reforço, será o mesmo caminho de todos, podendo até ter uma diferenciação, mas com a mesma igualdade. Qual a sua expectativa de tudo isso nesse diferenciado século?

 

 

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