Investimento em rodovias, segurança para todos

OPINIÃO - Mauro Bragato

Data 18/06/2020
Horário 04:35

Existe um amplo universo de benfeitorias que transcende a retórica simplista de que concessão de rodovia está associada apenas a novos pedágios. Uma visão macro descortina que a transferência de trechos viários à iniciativa privada é uma forma de buscar investimentos, garantir manutenção permanente em trechos estratégicos, gerar empregos e mirar o desenvolvimento da infraestrutura do país.

Este caminho é a aposta do governo do Estado de São Paulo para garantir qualidade nas nossas rodovias, otimizando a utilização do dinheiro público, garantindo a modernização das vias, sem perder o controle da fiscalização. 

E neste mês, São Paulo deu um grande passo, avançando na concessão de rodovias com o início da operação da concessionária Eixo-SP, responsável pelo Trecho Piracicaba-Panorama (PiPa). O corredor viário é o maior trecho já licitado no país, abrangendo 1.273 quilômetros, 62 municípios (31 deles no nosso oeste paulista), 12 rodovias, com investimento de R$ 14 bilhões durante 30 anos de contrato, e será fiscalizado pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).

De partida, só nesta primeira fase, o início das operações gerou a admissão de mais de 2.000 colaboradores. Ao todo, a expectativa é que sejam gerados mais de 7 mil empregos diretos nos primeiros dois anos de concessão. Serão mais de 600 quilômetros de duplicações e novas pistas; instalação de faixas adicionais e vias marginais; implantação de acostamentos, novos acessos e retornos, recuperação de pavimento, passarelas e ciclovias; obras de recapeamento, reparos de bueiros, limpeza de placas e melhorias na iluminação.

Esta fase de obras recuperará os trechos entre Martinópolis e Paraguaçu Paulista, na SP-284; nas regiões de Bauru e Marília, na SP-294; e em Torrinha, na SP-304.

Tradução disso tudo? Mais segurança para os usuários que trafegam nas vias, fomento ao desenvolvimento econômico, garantia de abastecimento aos municípios. Sem contar a captação de recursos para as 62 prefeituras das cidades lindeiras aos trechos concedidos, que receberão cerca de R$ 2 bilhões em repasses de ISS-QN ao longo do contrato. 

A modernização é um processo complexo, que exige, sim, uma parcela de contribuição, tanto do Estado quanto da população, mas o resultado é benéfico, com estradas mais modernas, estruturadas e preservadas. Viajar com segurança é um direito de todos.

 

 

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