Jogadores da Copinha Sub-20 estão hospedados na Unoeste

Prudente volta a sediar a competição após 11 anos e reforça tradição esportiva; Hotel Escola Santa Ana se tornou a casa dos jovens atletas nesse início de 2026

Esportes - DA REDAÇÃO

Data 09/01/2026
Horário 08:12
Foto: Ector Gervasoni
Carajás veio do Pará para competir na Copinha em Prudente
Carajás veio do Pará para competir na Copinha em Prudente

Após 11 anos, Presidente Prudente volta a integrar o seleto grupo de cidades-sede da Copa São Paulo de Futebol Júnior Sub-20, a mais importante competição de base do futebol brasileiro e uma das maiores vitrines de talentos do mundo. Reconhecida como a capital do oeste paulista, a cidade recebe os jogos do Grupo 6 da Copinha 2026, disputados no Estádio Paulo Constantino, Prudentão, reafirmando sua tradição esportiva e capacidade organizacional.

O retorno da Copinha representa um marco para o município, que volta ao cenário nacional do futebol de base com estrutura renovada, envolvimento da comunidade e apoio de instituições estratégicas.

Desde a primeira rodada, o clima é de festa nas arquibancadas, com torcedores acompanhando de perto os jovens atletas que sonham em construir uma carreira profissional.
O Prudentão passou por uma ampla modernização para receber o torneio. O estádio ganhou novo gramado, melhorias nos sistemas de drenagem e irrigação, além da aproximação do campo em 19 metros em direção às arquibancadas, o que proporciona maior proximidade entre público e jogadores, elevando a experiência de quem acompanha as partidas.

Unoeste como parceira estratégica da Copinha e do Grêmio Prudente

A edição 2026 da Copinha em Presidente Prudente conta com o apoio direto da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), instituição reconhecida como a melhor universidade particular do Estado de São Paulo, de acordo com o MEC (Ministério da Educação). A universidade reforça, com esta parceria, seu compromisso com o esporte, a formação cidadã e o desenvolvimento regional.

A Unoeste é responsável pela hospedagem da equipe do Carajás Esporte Clube (PA) e do Olímpico Esporte Clube no Hotel Santa Ana, localizado no campus 2 da universidade, oferecendo aos atletas e comissão técnica um ambiente seguro, confortável e totalmente estruturado, com alimentação completa, espaços para descanso e áreas destinadas à preparação pré-jogo.

O Dr. Augusto Cesar de Oliveira Lima, diretor geral da Unoeste, afirma que a universidade é uma grande incentivadora do desporto. “A Unoeste é uma grande incentivadora do esporte, e a Copinha só veio para somar. Para nós, é um orgulho sermos uma das sedes da competição”, destaca.

Ele também ressalta o apoio logístico oferecido pela instituição. “No hotel do campus 2 da Unoeste, nós hospedamos dois times vindos do Norte e do Nordeste”.

Ao falar sobre o impacto da Copinha na vida dos jovens atletas, Dr. Cesar foi categórico. “Essa oportunidade pode, sim, transformar a vida desses jogadores. O torneio já desperta o interesse de seleções e clubes que estão de olho em alguns atletas da Copinha, então os craques realmente vão se dar muito bem”, conclui.

Além de apoiar a competição, a Unoeste mantém uma parceria sólida com o Grêmio Prudente, clube que representa a cidade na Copinha e simboliza a união entre esporte e educação como instrumentos de transformação social, inclusão e geração de oportunidades para jovens talentos.

Carajás: uma jornada do Norte do país até PP

Fundado em 1997, o Carajás Esporte Clube vive um novo momento desde 2021, quando passou a ter sua sede em Parauapebas (PA), após a transferência realizada pelo presidente Luciano Lima. Localizada em uma das regiões mineradoras mais fortes do país, a cidade abriga um projeto ambicioso de formação de atletas.

Desde essa reestruturação, o Carajás disputa a Copinha pelo terceiro ano consecutivo, com o objetivo claro de avançar de fase e consolidar seu trabalho de base no cenário nacional.
“Participar da Copinha é uma alegria enorme. É a minha primeira Copinha e uma experiência que fica para a vida. Fizemos um bom jogo na estreia, enfrentamos um grande adversário e agora seguimos focados na classificação”, afirma Helder Santos, supervisor da base do Carajás.

A delegação atravessou praticamente o país, em uma viagem de três dias de ônibus, passando pelos Estados do Pará, Tocantins, Goiás, Minas Gerais até chegar a Presidente Prudente, em São Paulo.

“A cidade é muito bem estruturada e o povo é extremamente acolhedor. Onde fomos, fomos bem recebidos. A Unoeste nos oferece uma estrutura excelente, desde o hotel até a alimentação. Não temos absolutamente nada a reclamar”, completa Helder.

Para os atletas, a experiência vai além do campo. O atacante João Guilherme Chaves Neves, 17 anos, destaca o aprendizado. “Disputar a Copa São Paulo é uma oportunidade enorme para quem está na base. A viagem foi longa, mas faz parte do sonho. Agora é trabalhar forte para conquistar bons resultados”.

Olímpico e o impacto da Copinha na cidade

Outra equipe hospedada no Hotel Santa Ana é o Olímpico, representante de Itabaianinha (SE). Classificado como campeão da Série A2 do Campeonato Sergipano Sub-20, o clube percorreu cerca de 2.376 quilômetros e enfrentou aproximadamente 36 horas de viagem de ônibus para chegar a Prudente.

“Sabemos do tamanho do desafio, mas a recepção da cidade e da Unoeste tem sido excepcional. Estamos nos sentindo verdadeiramente em casa”, destaca o técnico Adeilton Santos.
O treinador ressalta ainda a importância da Copinha como vitrine internacional. “A Copa São Paulo é a maior vitrine do futebol de base. Em um único jogo, nossos atletas já despertaram interesse de observadores. Essa visibilidade é fundamental para o futuro deles”.

Para o jovem atleta João Vitor Santos de Almeida, natural de São João de Meriti (RJ), o impacto da experiência é significativo. O jogador destaca o esforço físico e emocional exigido pela longa viagem, mas afirma que a oportunidade supera qualquer dificuldade. “O acolhimento recebido em Prudente tem sido fundamental para manter o foco e a confiança da equipe na competição”.

Ele ainda enfatiza que a principal motivação vai além do resultado esportivo. “Meu sonho é ajudar a minha família e transformar a minha realidade por meio do futebol”.
Ele elogia ainda a recepção na Unoeste e na cidade, destacando o ambiente positivo, o bom relacionamento com os profissionais da instituição e a adaptação ao clima local como fatores importantes para a preparação da equipe.

Fotos: Ector Gervasoni

Olímpico de Sergipe viajou quase 36 horas de ônibus até Prudente


Helder Santos, supervisor da base do Carajás


O atacante João Guilherme Chaves Neves, 17 anos, do time Paraense


Adeilton Santos é técnico do Time Olímpico de Sergipe


O atleta João Vitor Santos de Almeida, natural de São João de Meriti (RJ), joga pelo Time Olímpico


Times ficaram hospedados no Hotel Santa Ana, no campus 2 da Unoeste

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