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Jovens devem se conscientizar de que a aids continua sem cura

EDITORIAL -

Data 10/11/2018
Horário 04:30

Há muitos anos, a aids deixou de ser encarada como uma doença terminal. Se na década de 80, a enfermidade era vista como uma “sentença de morte”, atualmente sabe-se que é possível levar uma vida sociável, desde que se tome certos cuidados. No entanto, as estatísticas vêm mostrando que houve uma banalização da aids, como se fosse fácil conviver com a doença. Como noticiado nesta semana por O Imparcial, o vírus continua a infectar, sobretudo, homens na faixa etária entre 19 e 30 anos, na região.

Em Presidente Prudente, os pacientes podem contar com o apoio do Programa DST/Aids, que auxilia no tratamento e nas orientações ao público. Mas, além de prestar atendimentos no pós, o órgão realiza papel fundamental no aspecto preventivo, ao disponibilizar testes rápidos para a detecção desta e de outras doenças sexualmente transmissíveis. No entanto, é de extrema importância que as pessoas se conscientizem e procurem os postos de saúde para se submeter aos testes, pois é sabido que a transmissão ocorre, na maioria dos casos, porque o próprio infectado desconhece sua condição.

Difícil alegar que falta informação, especialmente quando se fala em jovens, tão antenados e conectados. O sexo não pode ser encarado como um tabu pelas famílias e escola. Precisa ser tratado com naturalidade. Desta forma, o incentivo ao uso do preservativo deve começar assim que pais e professores perceberem que a fase da infância deu lugar à puberdade. Mais difícil do que falar sobre sexo é ver tantas pessoas com tão pouca idade enfrentando uma gravidez indesejável e, muito pior, uma doença incurável como a aids.

Com certeza o avanço da medicina conseguiu proporcionar mais qualidade de vida aos portadores de HIV, no entanto, engana-se quem pensa que é fácil conviver com a enfermidade. É preciso tomar um coquetel de medicamentos diariamente para fazer o controle do vírus, e se conformar com efeitos colaterais significativos nos rins, fígado e sistema imunológico.

Vale ressaltar que após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. Assim, a pessoa pode ter o vírus HIV em seu corpo, mas ainda não ter aids. Contudo, mesmo não tendo desenvolvido a enfermidade, ela pode transmitir a doença. Desta forma, medidas de prevenção jamais podem ser deixadas de lado, afinal, não mais existem grupos de risco, e, sim, comportamentos de risco.

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