Mesmo com comércio fechado, calçadão segue movimentado

Ontem, na Rua Tenente Nicolau Maffei, cenário era bem diferente do início deste mês; no entanto, algumas pessoas ainda circulavam pelas ruas

PRUDENTE - WEVERSON NASCIMENTO

Data 17/06/2020
Horário 05:09
Weverson Nascimento - Nem mesmo as lojas fechadas impediram algumas pessoas de circularem pelo centro Foto: Weverson Nascimento - Nem mesmo as lojas fechadas impediram algumas pessoas de circularem pelo centro

Após a região do DRS-11 (Departamento Regional de Saúde-Onze) ser classificada na fase vermelha pelo governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura de Presidente Prudente publicar na segunda-feira o Decreto nº 30.956, que trata sobre a suspensão de atendimento presencial nas atividades tidas como não essenciais, ontem, na Rua  Tenente Nicolau Maffei, calçadão prudentino, o cenário era bem diferente do início deste mês. No entanto, mesmo com o comércio fechado, algumas pessoas ainda circulavam pelas ruas, principalmente, os idosos.

Tudo foi relatado na manhã de ontem, às 11h25, quando a equipe deste veículo desembarcou no local para acompanhar o primeiro dia da não abertura do comércio. Mesmo com o decreto já em vigor, quatro lojistas na área central se arriscavam com o estabelecimento parcialmente aberto. Já aqueles tidos como essenciais, antes mesmo de entrar nas lojas, a população recebia uma quantidade de álcool em gel 70%, assim como a orientação para uso obrigatório de máscaras. Quanto ao uso da máscara em ambiente externo, a maioria das pessoas utilizava da proteção, porém, o uso incorreto por ora foi presenciado.

Ainda na área comercial, se antes havia um aglomerado de pessoas em filas, ontem, era possível apenas encontrar anúncios de que: “os atendimentos serão feitos pelo WhatsApp ou pelos meios de comunicação”. Essa foi uma forma em que os lojistas apostaram para continuar atendendo seus clientes.

População no local

Desde o início das medidas que impõem a quarentena e, consequentemente, o distanciamento social, em Presidente Prudente, os idosos (grupo de risco) costumam “causar problemas” ao arriscarem suas próprias vidas. Na área central do calçadão, a reportagem conversou com a aposentada Iolanda Maria dos Santos, 68 anos, que disse que foi até o local pagar as contas. “É arriscado sair de casa, mas eu vou fazer o quê? Eu tenho que pagar minhas contas”. Ao ser questionada se haveria alguém para ajudá-la, ela disse que prefere pagar as despesas pessoalmente.

Pagar as contas também continua sendo o principal fator que leva a empregada doméstica, Maria da Cruz, 42 anos, se dirigir até o calçadão prudentino. “Eu não venho todos os dias, inclusive, neste período só saio quanto é necessário” explica. Já quanto o fechamento do comércio, ela disse que faltou mais respeito pela saúde e a coletividade. “Se as pessoas tivessem respeitado as normas estabelecidas, o comércio ainda estaria aberto”.

Decreto Municipal

No Decreto Municipal, a qual fica estendido até 28 deste mês a vigência da medida de quarentena instituída pelo Decreto Estadual nº 64.881, o prefeito Nelson Roberto Bugalho (PSDB) considera que foi levado em conta o Plano São Paulo, instituído pelo Estado (nº 64.994); a análise pelo governo estadual; os dados indicativos obtidos nos últimos 14 dias, de acordo com as regras estabelecidas pelo referido plano. No entanto, ressalta que as restrições não podem prejudicar o exercício e o funcionamento de serviços públicos e atividades essenciais.

Já quanto às atividades não essenciais, aplica-se o disposto em decretos anteriores editados, especificamente quanto ao atendimento por delivery e drive-thru (alteração de texto publicada na data de ontem). O decreto especifica também que qualquer infração ao disposto está sujeita, o infrator, às penalidades previstas na legislação federal, estadual e municipal.

 

 

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