Sem as duas doses da vacina, proteção contra a Covid fica prejudicada

EDITORIAL -

Data 16/04/2021
Horário 04:15

Vivemos, sem dúvida, o pior momento da pandemia. Já são mais de 13,6 milhões de casos no Brasil. As mortes ultrapassaram 362 mil. Faltam leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), insumos, oxigênio e medicamentos em várias cidades. Há muita gente morrendo por falta de vaga, sem a oportunidade, sequer, de receber o tratamento. Famílias enlutadas, sem a chance de se despedir. Pessoas de todas as idades indo embora, deixando pra trás uma vida de sonhos. Profissionais de saúde esgotados. E acredite: festas clandestinas continuam acontecendo. Muitos ainda insistem em não usar máscaras e até mesmo a duvidar da doença. Sem conscientização, fica cada vez mais difícil o controle.
A vacina é nossa única esperança. Não importa de onde ela veio. Se o seu uso foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ela é segura e eficaz. 
Levantamento feito pelo Ministério da Saúde e divulgado nesta semana em O Imparcial, aponta que ao menos 1,5 milhão de pessoas que tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid não completaram o esquema vacinal com a segunda dose. Em Presidente Prudente, em consulta ao portal do Vacivida, consta que 462 pessoas deixaram de tomar o reforço.
A orientação, no entanto, é que mesmo aqueles que já passaram do prazo para receber a segunda dose ainda busquem a imunização. Quem atrasou e não conseguiu ir com 28 dias (da segunda dose da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan) ou 84 dias da Oxford/AstraZeneca (produzida pela Fiocruz) deve comparecer às salas de vacinação. 
É inadmissível que isso aconteça, com todo o estrago que a pandemia tem causado. Com tanta informação a respeito dos imunizantes. Deixar de tomar a segunda dose é prejudicar a eficácia da proteção, que é o que mais buscamos neste momento. 
Não adianta ficar, por exemplo, reclamando que não tem leitos, que falta um hospital de campanha, se você não faz a sua parte, que é no mínimo seguir as medidas que diminuem a circulação do vírus e se vacinar. 
Na região, já são mais de 1,6 mi mortes. Nesta semana, a taxa de ocupação de leitos de UTI por aqui chegou a 100%. A Santa Casa de Martinópolis tem medicações para sedação somente até hoje. Situação semelhante já tinha ocorrido recentemente em Presidente Epitácio. E, mesmo assim, há quem não está nem aí. Uma prova? Com 36% - dos 70% recomendados por especialistas – a cidade de Prudente foi classificada como a segunda pior do Estado, no ranking que analisa as taxas de isolamento da população. 
A vacina está aí. Torcemos tanto por isso. Quantos não morreram sem ter essa oportunidade? Quantos não estão lutando pela vida porque ainda não chegou sua vez na fila da vacina? Muitos estão contando os dias para serem imunizados. Não desperdice sua chance quando ela chegar.

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