06 de janeiro de 2017 às 08h03 - Editorial
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Somente com respeito mútuo, caos viário dará lugar a ambiente seguro

 

Em um trânsito caótico, cada vez mais abarrotado de veículos, é um salve-se quem puder. Carros, motos, caminhões, bicicletas, pedestres. Todos dividindo o mesmo espaço que, muitas vezes, mal planejado, não está preparado para absorver tamanha demanda. Esta é a realidade cada vez mais comum em cidades de médio porte, já que os grandes polos já sofrem com o caos urbano há muito tempo. Sem dúvida, a questão viária é um enorme desafio para a maioria das administrações.

Para se ter uma ideia, conforme cálculos da Semav (Secretaria Municipal de Assuntos Viários e Cooperação em Segurança Pública), divulgados por este diário em julho do ano passado, Presidente Prudente conta com quase um veículo por habitante. A frota do município ultrapassa o montante de 203 mil unidades. E somam-se ainda cerca de 30 mil veículos advindos de outras cidades da região, que trafegam diariamente pelas vias prudentinas. De fato, políticas públicas devem ser implementadas com urgência, para que o tráfego no município não se torne insustentável.

O Projeto de Mobilidade Urbana em execução na cidade representa grande avanço neste sentido. Um dos pontos mais aguardados são as ciclovias, que devem interligar bairros e oferecer mais comodidade e segurança aos ciclistas. Contudo, não basta somente o poder público se movimentar para aliviar o cenário. É preciso que todos se conscientizem, respeitando o próximo.

Basta dar uma volta pelas vias para notar pedestres atravessando fora da faixa, motoristas desrespeitando os semáforos, falando ou teclando no celular, motociclistas “costurando” entre os veículos, ciclistas pedalando sem atenção, enfim, parecem desprezar a própria vida e a vida alheia. E, como mostrado nesta semana por O Imparcial, estes últimos devem, assim como todos, seguir as normas de trânsito. Nada de trafegar na contramão, pedalar na calçada, invadir o sinaleiro. Mais do que isso, é preciso estar munido de capacete, luvas e joelheira, além de aparelhar a bicicleta com sinalização dianteira, traseira, lateral, nos pedais e aros, campainha mecânica e espelho retrovisor do lado esquerdo. Afinal, “competir” com veículos pesados não é nada fácil. Portanto, todo cuidado é pouco.

Já os condutores, que já estão em vantagem dentro de seus automóveis, devem respeitar os ciclistas. Como em tudo na vida, é preciso ser empático, ou seja, saber se colocar no lugar do outro. É somente desta forma que o caos viário dará lugar a um ambiente seguro, de respeito mútuo e tranquilidade.