Enfermeiros: profissionais cruciais aos pacientes

PRUDENTE - OSLAINE SILVA

Data 11/07/2021
Horário 04:15
Foto: AI do HR
Thais é enfermeira da UTI especializada em Covid-19 do HR
Thais é enfermeira da UTI especializada em Covid-19 do HR

Thais Marques Sudatti Gonçalves é enfermeira da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) especializada em Covid-19 do HR (Hospital Regional) Doutor Domingos Leonardo Cerávolo, de Presidente Prudente. Para ela, o enfermeiro é como uma peça fundamental de uma engrenagem, que vai ligar o elo com os outros membros de uma equipe disciplinar. Ela expõe que os médicos determinam a condução do tratamento e os membros da enfermagem executam com o paciente. 
“É muito desafiador ser enfermeiro, porque lidamos com a vida, com a morte, principalmente agora em tempos de pandemia. Ou seja, é muito desafiador, porque somos seres humanos e sentimos medo de adoecer também e precisamos estar bem para cuidar do outro no hospital”, ressalta a enfermeira.
Nesse tempo, Thais sequer teve suspeita da doença, mas tem muito medo, uma vez que tanto ela quanto seu esposo são da área da saúde, de serem contaminados e levar para casa para o filho pequeno. Embora os médicos e a mídia exponham o tempo todo que as crianças são assintomáticas, e os casos são mais leves, não entra isso na cabeça de uma mãe. “A gente esquece que é profissional da saúde nessa hora e o que fala mais alto é a parte materna. No começo ficamos muito receosos, mas graças a Deus até agora estamos livres desse vírus. Infelizmente, os números mostram que mesmo com a vacinação, que é o caminho, as pessoas perderam o medo, não estão usando as medidas de segurança, andam sem máscaras, se aglomeram e a gente que trabalha dentro das enfermarias e UTIs de Covid sabe que não tem vagas”, revela.

No lugar do outro

Conforme Thais, nesses últimos tempos, as notícias daqueles pacientes que tiveram uma recuperação que a equipe não esperava é o que mais a emociona. Quando saem da UTI, passam por um momento de recuperação. Assim como, mesmo com tanto empenho, com tanto esforço, nem sempre todas as medidas são eficazes e o paciente acaba indo a óbito. “Isso mexe com o nosso psicológico. Dar a notícia ao familiar e pra gente que é mãe, dar essa notícia a outra mãe, é doloroso demais, porque nos colocamos no lugar. É um pedaço dela. Um filho é um pedacinho da gente. Um caso específico que me marcou foi de um paciente jovem que teve alta recentemente e ele disse chorando que estava indo embora e iria aproveitar esse tempo que Deus tinha dado novamente para ele para aproveitar o seu filho de 1 ano e 5 meses. Na UTI nós achamos que ele não iria evoluir bem e ele saiu consciente, orientado e conversando!”, se alegra Thais. 
De acordo com a enfermeira, alguns pacientes sempre voltam para agradecer o cuidado, eles lembram de nomes, leitos e isso é muito gratificante para a equipe. “Eu digo que ao ser enfermeiro, a gente cuida do amor de alguém, mas cuidar do amor de alguém não é fácil. Tem vontade de ser enfermeiro vá ser, mas saiba que é uma profissão sofrida e ao mesmo tempo gratificante. Ao mesmo tempo que você vê o sofrimento de uma pessoa, tem os momentos que vê também a recuperação e o retorno para os braços da família. É uma faca de dois gumes”, afirma a profissional.

Foto: AI do HR

Thais: "Enfermeiro é como uma peça fundamental de uma engrenagem"

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