Mulher leva soco no rosto e é ameaçada de morte

Companheiro da vítima, apontado como autor do crime, foi detido em flagrante pela Polícia Militar

PRUDENTE - ROBERTO KAWASAKI

Data 16/07/2020
Horário 11:00
Polícia Militar - Autor foi preso após chegada de apoio policial Foto: Polícia Militar - Autor foi preso após chegada de apoio policial

A Polícia Militar prendeu um homem por violência doméstica na noite de quarta-feira, no bairro São Gabriel, em Presidente Prudente. O desentendimento com a companheira resultou em agressão e ameaça.

De acordo com o 18º BPM/I (Batalhão de Polícia Militar do Interior), a equipe foi acionada via Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) para ir ao endereço, onde uma mulher havia sido vítima de violência doméstica. No local, ela foi encontrada com uma lesão no rosto.

Conforme o relato da vítima, o machucado havia sido provocado pelo companheiro, que desferiu contra ela um soco durante um desentendimento entre eles. Segundo a equipe de policiamento, o autor ainda ameaçou matar a companheira.

De acordo com a corporação, o homem tentou fugir da residência, mas acabou sendo contido após a chegada de apoio policial.

O indivíduo foi conduzido à Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde teve a prisão ratificada. Após ser apresentado ao plantão, ficou em cárcere, à disposição da Justiça. As circunstâncias da discussão não foram divulgadas.

DDM

Crime contra a mulher pode aumentar durante pandemia

Em maio, a reportagem noticou o aumento nas notificações de crimes contra a mulher entre os anos de 2018 e 2019. Conforme o balanço fornecido pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), em Presidente Prudente os números saltaram de 903 para 1.251 (38,5%).

Para a delegada de polícia titular da delegacia, Daniela Roefero Marrey Sanchez, a conta “reflete o aumento das notificações e não necessariamente o número de ocorrências” que, por consequência, acarretaram um crescimento no número de procedimentos apuratórios. 

No entanto, durante o período de quarentena estabelecido no Estado de São Paulo, é possível que a violência doméstica aumente. Conforme explica a titular da DDM, ela pode decorrer por sentimentos negativos acarretados pelo confinamento, bem como pela crise financeira, pressão econômica e social, além do próprio medo da pandemia.

A afirmação, conforme Daniela, surge em análise aos dados da ONU (Organização das Nações Unidas), baseados na experiência de outros países também vitimados pela Covid-19.

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