Para infectologista, revogação da obrigatoriedade do uso de máscara foi “precipitada”

Pirajá considera que em um cenário de aumento de números de casos como no atual, com a chegada de temperaturas mais baixas, uso do equipamento de proteção é importante ainda mais em locais fechados, que tendem a ter aglomerações

PRUDENTE - CAIO GERVAZONI

Data 03/06/2022
Horário 04:15
Foto: Arquivo
Para Pirajá, pessoas com mais de 60 anos ou com comorbidades também devem usar o acessório em locais abertos
Para Pirajá, pessoas com mais de 60 anos ou com comorbidades também devem usar o acessório em locais abertos

O médico infectologista de Presidente Prudente, André Luiz Pirajá da Silva, considera precipitada a revogação da obrigatoriedade do uso de máscaras em ambientes fechados pelo Estado de São Paulo em 17 de março deste ano.  “Desde do início da desobrigação do uso de máscaras em locais fechados houve uma crítica da nossa especialidade, da Sociedade Brasileira de Infectologia, sobre esta desobrigação”, relata Pirajá. 
O infectologista considera que em um cenário de aumento de números de casos como no atual, com a chegada de temperaturas mais baixas, o uso de mascaras é importante ainda mais em locais fechados, que tendem a ter aglomerações. “Transporte público, supermercados, bancos, padarias, onde há aglomeração de pessoas, é muito importante cada um mensurar o seu risco individual”, orienta Pirajá sobre o uso da máscara. Segundo o médico, mesmo em locais abertos, é recomendável que pessoas acima de 60 anos ou com alguma comorbidade utilizem o acessório. 
“Até porque hoje não sabemos quem está com Covid, visto que, de fato, as vacinas seguraram uma doença mais grave, tornando-se um quadro ´gripal’ com sintomas mais leves. É claro que isso não dever ser visto de forma benéfica, até porque aumenta a transmissibilidade, o risco de Covid longa, que tem bastante complicações, e a transmissão para esses vulneráveis, e por isso o uso de máscaras em locais abertos”, explica o infectologista. “As demais pessoas devem fazer o uso em local fechado, além de buscar a imunização, visto que temos uma taxa de imunização muito baixa da dose de reforço”, completa Pirajá, que alerta para que a população proceda com a imunização e também com a utilização de máscaras. 

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