19 de maio de 2017 às 11h30 - Prudente
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Especialista dá orientações sobre segurança digital

por MARIANE GASPARETO-Da Redação

Preocupação surgiu após ação cometida por crackers, que afetou infraestrutura de informática em mais de 70 países; sistema de computadores do Tribunal de Justiça foi prejudicado

 

Após o ataque cibernético da última sexta-feira, que afetou a infraestrutura de informática de mais de 70 países e “derrubou” o sistema do TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), a preocupação com segurança digital, assunto até então pouco debatido, entrou para a “pauta” das conversas cotidianas. A suspeita de que o ciberataque teria atingido sistemas bancários fez com que muita gente deixasse de realizar operações por medo ou precaução.

No intuito de desmistificar e orientar os usuários, o especialista em Tecnologia da Informação, Fernando LoFrano, ressalta que dificilmente instituições são afetadas, pois possuem muita segurança e monitoramento em tempo real, com especialistas que identificam antecipadamente ameaças e usam recursos altamente avançados.

LoFrano: “É importante estar atento às próprias ações”

Além disso, o prudentino ressalta que essas instituições também buscam as correções juntamente com os fornecedores de software. Apesar da segurança das instituições, ele orienta a população a se atentar para suas próprias ações, como, por exemplo, ao acessar anexos de e-mails e links suspeitos. “É importante ter um antivírus, mesmo que gratuito, atualizado, para identificar a ameaça e estar atento às atualizações do sistema operacional que podem corrigir e proteger contra esses problemas”, afirma.

A dica não vale só em momentos de ataque, mas também para o cotidiano. Outra sugestão do especialista é evitar compartilhamento de arquivos em rede e acessar e-mails somente de remetentes confiáveis. As operações bancárias podem ocorrer normalmente, desde que sejam respeitadas as dicas acima.

 

Ciberataque

Por meio de nota, o Poupatempo informou que não foi afetado pelo ataque cibernético que atingiu computadores de diversos países na semana passada, e que seus sistemas de atendimento ao público estão funcionando normalmente, sendo que a situação vem sendo monitorada por técnicos da Prodesp – Tecnologia da Informação, empresa do governo de São Paulo.

O ataque cracker afetou empresas privadas e instituições governamentais em diversas partes do mundo, segundo a “Agência Brasil”. Usando um vírus do tipo ransomware, atingiu países como Espanha, Reino Unido, Turquia, Ucrânia, Rússia e também o Brasil, onde o problema foi detectado em vários Estados. No Rio de Janeiro, o ataque atingiu intensamente os sistemas das agências do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Em São Paulo, como noticiado por O Imparcial, o Tribunal de Justiça do Estado teve computadores infectados e, por cautela, determinou que todos os demais equipamentos de informática fossem desligados. O Ministério Público do Estado de São Paulo não confirmou que seus sistemas foram afetados, mas teve seus servidores e os computadores desligados de forma preventiva.

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República, porém, negou que tenha ocorrido o comprometimento de dados da administração pública brasileira. O GSI, que é responsável por monitorar assuntos militares, de segurança nacional e potencial risco à estabilidade institucional, divulgou orientações aos órgãos da administração pública federal sobre o ataque.