04 de janeiro de 2017 às 08h34 - Editorial
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Falta de informação e medo ainda são entraves para doações de leite

 

Se para muitas pessoas, as férias são dias propícios para diversão, festas, descanso, viagens e lazer, para outras, infelizmente, elas viram motivo de preocupação. É assim, por exemplo, para quem atua nos bancos de leite, em todo o país.

Com o apoio de 80 doadoras, o Banco de Leite Humano de Presidente Prudente – que é vinculado à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) – consegue atender nesta época apenas 60% das necessidades dos recém-nascidos prematuros, com baixo peso ou filhos de mulheres que não podem amamentar, internados em hospitais da cidade. Número esse que, para aumentar, depende apenas da conscientização das mães.

A importância da amamentação, como única fonte de alimentação do bebê nos seus primeiros seis meses de vida, não é novidade para ninguém. Além da ampla divulgação do tema na mídia, várias campanhas são realizadas durante o ano, por aqui, com palestras, trabalhos informativos e de orientação, no intuito de ressaltar os benefícios do leite materno e quão fundamental é o ato de doar.

Muitas mulheres alegam falta de tempo. Algumas priorizam o trabalho ou os estudos. Outras, principalmente as mães de primeira viagem, se preocupam com as dificuldades que podem surgir durante a amamentação, como rachaduras nos bicos dos seios e dor. Então se perguntam: por que amamentar?

O leite humano, por sua composição de nutrientes, incluindo água, proteínas, gorduras e vitaminas em quantidades adequadas, é a alimentação ideal para todas as crianças, capaz de protegê-las de diversas doenças. É considerado um alimento completo e suficiente para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê durante os dois primeiros anos de vida. Sem contar que eles ficam extremamente felizes, sentindo-se amados e seguros, com o carinho recebido no colo, favorecendo o vínculo mãe-filho. Aí está a resposta do porquê amamentar.

O problema é que muitas mulheres ainda desconhecem os benefícios do aleitamento. E deixam de amamentar ou ajudar outras mães por medo ou mitos. É extremamente importante que elas busquem informações e também conversem sobre amamentação com outras pessoas, com profissionais especializados, médicos ou até amigas ou familiares que já tiveram seus bebês, para tirar todas as dúvidas.

Ser uma doadora é uma tarefa simples. A mulher interessada deve entrar em contato com o Banco de Leite, estar amamentando, ser saudável, não usar remédios que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente. Apesar da Semana Mundial de Amamentação ser realizada, anualmente, no mês de agosto, ficam aqui, desde já, os pedidos de ajuda à população. Um gesto simples, bonito e de amor, capaz de salvar muitas vidas.