19 de maio de 2017 às 10h53 - Editorial
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Preservação e recuperação do meio ambiente devem continuar em pauta

 

Desde ontem é realizado em Presidente Prudente o 4° Fórum Nacional de Meio Ambiente. Especialistas em Direito Ambiental e outros profissionais, além de autoridades, se reúnem para debater questões que envolvam a recuperação e manutenção da fauna e da flora. A menos de um mês do Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de junho -, a iniciativa, de forma distinta, é um pontapé para uma série de atividades que celebrarão a data, com alertas e ações práticas, como limpeza de áreas e plantio de mudas.

Nos últimos anos, vemos crescer as atividades que visam contribuir com a preservação do planeta. Enquanto isso, ainda assistimos assustadoramente danos ambientais, em grande escala, como, por exemplo, a falta de infraestrutura no saneamento básico no país, e também a degradação em menor proporção, causada pelos munícipes.

Contaminação do solo com depósito de lixo e entulhos em local impróprio, poluição de mananciais e nascentes com despejo de esgoto, erradicação da mata ciliar, bem como permissão da entrada de bovinos em massa nas áreas de preservação permanente, estão entre os crimes cometidos contra a natureza. Isso sem contar o tráfico de animais silvestres e a pulverização aérea indiscriminada de agrotóxicos nas lavouras, que traz riscos aos seres humanos e bichos dos resquícios de mata ao entorno destas áreas de plantio.

Embora haja punição para estas práticas destruidoras, a certeza da impunidade, garante a existência deste nicho de criminalidade. Temos leis que regulamentam e penalizam, mas ainda falta fiscalização para fazer valer seu cumprimento.

Os órgãos federais e estaduais estão dotados de quadro pessoal insuficiente para um trabalho in loco. Portanto, é indispensável que a população seja os agentes fiscais contra estes malfeitores e denuncie qualquer ato que venha na contramão das legislações vigentes.

A sociedade, em geral, precisa efetivar ações sustentáveis, começando por seus lares, com o uso racional de energia elétrica e água, bem como separação do lixo orgânico do reciclável. Da mesma forma, deve preservar as árvores existentes na zona urbana, buscar soluções para restauração das paisagens cada vez mais fragmentadas pela expansão das cidades, bem como orientar as futuras gerações para garantia de qualidade de vida e sobrevivência do planeta. Comece em casa.